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quarta-feira 22 2013

Sete dores que você não deve ignorar

    
Especialistas apontam quais dores mais pedem investigação médica e o que elas podem significar. 
    
Marianne Scholze , especial para o iG São Paulo 
    
Uma sensação dolorosa, de maior ou menor intensidade, em qualquer parte do corpo. Trata-se da definição do dicionário para a palavra dor . E quando o assunto é essa sensação de diferentes intensidades, origens e significados, os médicos são unânimes em alertar: muitas dores subestimadas ou encaradas como corriqueiras podem ser avisos do corpo de que algo não anda bem. Atentar para esses sinais o quanto antes é uma das principais medidas preventivas indicadas pelos médicos. 
    
BBC Brasil 
    
Dor de cabeça: alterações na visão ou nos hormônios podem ser causas do problema. 
    
"A dor é um mecanismo de proteção que avisa quando algo nocivo está acontecendo no organismo – explica Ricardo Caponero, médico oncologista da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica, de São Paulo. 
    
"Não é preciso esperar a dor para realizar alguns exames preventivos de saúde, já que nem sempre ela está presente, mesmo em doenças graves (como as fases iniciais do câncer, por exemplo). Mas há algumas dores que nunca devem ser ignoradas." 
    
Mesmo as dores em uma mesma região do corpo podem ter localizações exatas e significados bastante diferentes. Um desses casos diz respeito às dores abdominais. Elas podem ser subdivididas em diversas áreas da faixa gástrica e intestinal, por exemplo, e apresentar diferenças sutis que, por sua vez, levam a diagnósticos diferentes. 
    
"Um paciente com dor no estômago que melhora logo após a alimentação pode ter suspeita de úlcera no duodeno. Já a dor no estômago que piora com a alimentação leva a uma investigação de úlcera ou mesmo de tumor no estômago", exemplifica o gastroenterologista Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, cirurgião geral do aparelho digestivo do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. 
    
Outras dores que costumam ser quase ignoradas são as sentidas após a prática da atividade física – a tendência é acreditarmos que exercício, para funcionar, "tem de doer". Efetivamente, a dor durante ou após uma atividade física pode até ser considerada normal, desde que se apresente de forma leve e sem prejuízo ao sistema musculoesquelético e cardiovascular, como aponta o ortopedista Moisés Cohen, presidente da Sociedade Mundial de Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Trauma Desportivo e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte, em São Paulo. 
    
"A dor muscular, por exemplo, é muito comum após longo período de inatividade e geralmente desaparece após um ou dois dias, até sumir por completo com a melhora do condicionamento físico. No entanto, realizar qualquer atividade física com dor, em qualquer região do corpo, pode ser um alerta e precisa ser investigada", orienta o especialista. 
    
Veja a seguir as sete principais dores que sempre devem ser investigadas e o que os médicos dizem a respeito delas. 
   
1. Dor de cabeça 
    
Dos 10 aos 50 anos, ela geralmente é causada por alterações na visão ou nos hormônios – esta última, mais comum entre as mulheres. Acima dos 50 anos, pode estar relacionada à hipertensão. Leia mais: Um exercício para cada tipo de dor de cabeça 
    
2. Dor de garganta 
    
Pode ter origem em processos infecciosos por bactérias ou vírus. Caso se torne persistente e seja associada a sintomas como rouquidão, falta de ar, sangramento ou dificuldade para engolir, pode estar relacionada a certos tumores nas vias aéreas ou digestivas. 
    
3. Dor no peito 
    
Pode representar uma simples dor muscular na parede torácica ou, principalmente quando intensa e aguda, indicar algum problema cardiológico, como uma angina ou até mesmo o início de um infarto . A falta de ar (dispneia) durante a prática esportiva pode ser normal por falta de condicionamento, mas também pode indicar um processo alérgico ao exercício ou alguma alteração cardiorrespiratória. Leia mais: Saiba como agir em caso de infarto 
    
Dor nas costas: má postura e esforço físico exagerado são as causas mais comuns 
    
4. Dor abdominal 
    
Uma dor forte na parte baixa do abdome, acompanhada de dificuldade de evacuar e eliminar gases, pode ser sinal de diverticulite aguda. Já a dor na boca do estômago com sensibilidade do lado direito traz a possibilidade de cólica ou infecção na vesícula biliar (parte alta do abdome) ou ainda apendicite aguda (na parte baixa do abdome). Cólicas intestinais com presença de muco ou sangue nas fezes podem ser suspeita de colite ou de tumores intestinais. 
    
5. Dor nas costas 
   
A má postura e o esforço físico podem machucar a coluna lombar. Principalmente quando acompanhada de irradiação, formigamento e diminuição de força motora nos membros inferiores, a dor nesta região mais baixa das costas pode estar presente nos casos de hérnia de disco. Além de minar a qualidade de vida, a dor nas costas também pode encobrir o câncer no pâncreas. 
   
6. Dor nas pernas 
   
É uma das dores mais comuns e suas causas podem ser as mais variadas, desde problemas vasculares e artroses até doenças como hipotireoidismo e diabetes. Especificamente, as dores nos joelhos, por tratar-se de uma articulação extremamente vulnerável aos traumas, podem significar desde lesões simples, como as tendinites, até lesões mais graves, como de menisco e de cartilagem. 
   
7. Dor no corpo todo 
   
Se a sensação é de que o corpo todo vive “moído”, e essa dor geral está associada a um quadro de desânimo e falta de energia, pode ser um sintoma de depressão ou de fibromialgia. 
   
Sentir dores, especialmente as que se prolongam por longos períodos de tempo nunca é normal. Em todos os casos, é imprescindível procurar um médico e investigar a origem da dor, para então buscar o tratamento mais adequado para o problema, finalizam os especialistas.
    

terça-feira 21 2013

Página do SINSMUT está em construção mas já está no ar

A página do SINSMUT está em construção mas já está no ar, confira. sinsmut.org

Alunos do Colégio Raimundo Ribeiro de Souza fizeram protesto por falta de professor

     
Os alunos do Colégio Estadual Raimundo Ribeiro de Souza fizeram um protesto hoje em frente à Escola pela falta de professores, os alunos afirmam que estão sendo prejudicados nas matérias que não estão sendo estudadas.
     
Caso haja qualquer forma de perseguição, constrangimento ou abuso por parte da direção do colégio devido a este protesto nos informem que vamos denunciar.
    
Veja o vídeo, alunos do RRS dizem ao Folha o motivo do protesto.

     
    

segunda-feira 20 2013

Caixa Econômica Federal vai ter que responder na justiça por cobrança indevida


      
A Caixa Econômica Federal está cobrando indevidamente dos Servidores Públicos Municipais de Tucuruí parcelas de Empréstimos Consignados que foram descontadas dos salários dos servidores. O pior é que a Caixa Além da cobrança indevida, ainda negativou os servidores públicos municipais no SERASA,  o que tem causado muito constrangimento e prejuízos aos funcionários municipais de Tucuruí.
      
O Sindicato dos Servidores Municipais de Tucuruí (SINSMUT) está convocando os servidores prejudicados, para comparecerem na sede do Sindicato a partir de amanhã em horário comercial, pois o sindicato deverá prestar Assessoria Jurídica aos servidores que queiram questionar judicialmente a direção da CEF, pelos danos morais e prejuízos financeiros causados pela cobrança indevida e pela inclusão imotivada dos seus nomes no Serviço de Proteção ao Crédito (SERASA).
      
Essa turma precisa entender que agora o Servidor Municipal tem como se defender, tem que entender ainda que as coisas mudaram e o funcionário municipal tem que ser respeitado. Ou vão entender isso por bem ou vão sofrer as consequências.
    

domingo 19 2013

Vereador PRIVATIZA cais de Tucuruí

A Prefeitura cercou a área do cais onde ficavam as lixeiras que atraiam urubus, causavam mau cheiro e uma péssima imagem para quem chega na cidade de barco ou para os turistas. Além do mais a área "era" depósito de entulhos e materiais de construção. 
   
A cerca que a Prefeitura fez deveria impedir o acesso de veículos e o depósito de lixo e materiais na área pública do cais, mas não foi isso o que aconteceu. O Vereador Marajá continua utilizando a área do cais na entrada da cidade como propriedade particular da sua empresa de materiais de construção. 
   
Não satisfeito com a prefeitura ter deixado uma entrada na cerca, ele para facilitar a saída dos seus caminhões ainda derrubou duas estacas da cerca, afinal o cais da cidade lhe pertence. 
    
Agora fica a pergunta: Para que a PMT cercou a área e retirou as lixeiras do cais? Será que foi para melhorar a estética e retirar o lixo do local, ou foi para que o vereador tivesse mais espaço para melhor utilizar o espaço público como sua propriedade particular? 
     
ISSO É UMA VERGONHA!!!
       
A prefeitura deixou uma abertura para o Marajá passar.
     
Não satisfeito ele abriu mais uma passagem.
     
O prefeito e seus aliados tratam e usam o patrimônio público como se fosse patrimônio particular.
      
Pelas Leis Brasileiras isso seria crime... Mas acho que não estamos no Brasil, estamos em Tucuruí, já viu né?
      

Tucuruí - Rua abandonada inferniza a vida dos moradores da Terra Prometida

Moradores do Bairro Terra prometida e adjacências reclamam do abandono da prefeitura, na rua Alcobaça (A rua que liga a Terra Prometida e o Getat) tem de tudo, buracos, água parada, lama, esgoto a céu aberto, poeira, lixo e mato. 
    
O pior, segundo os moradores, é que não adianta reclamar que ninguém faz nada. Para ver se a administração municipal se toca e toma vergonha os moradores colocaram até uma placa denunciando o abandono.
    
Vejam o e-mail e as fotos enviadas ao Folha:
    
"Bom dia amigo, já ha tempos que eu tentava um contato com vc.

    
Com o objetivo de ver postada uma denuncia em seu blog,somos moradores do bairro terra prometida e ha muito tempo estamos abandonados pelo prefeito que por aqui só veio em época de comício.trata-se da rua alcobaça que já deu nome a nossa cidade, hoje ela esta intrafegável e suas ruas transversais não permitem mais a entrada de veículos (rua são Jose, rua das graças e etc) tem uma lobada próximo a assembleia de deus que se tornou risco de morte,pois esta com crateras e ferros a mostra,os veículos que tentam passar ficam presos nela. Semana passada o povo colocou uma placa dizendo (CUIDADO RUA ABANDONADA). Nos ajude venha ate a alcobaça e veja como esta, O esgoto corre a céu aberto. Nos ajude."  

   
   
   

   

sexta-feira 17 2013

Fracassam as negociações entre o SINSMUT e a Prefeitura Municipal de Tucuruí

     
Apesar dos esforços do SINSMUT para concluir as negociações da data-base dos Servidores Municipais, as negociações fracassaram, pois o Prefeito se recusou a incorporar a parcela atrasada do Tiquet alimentação (2012) e se recusou a incorporar a parcela de 2013. O prefeito vai repassar apenas 6.32%, valor da inflação do período. 
      
Ao romper o acordo de incorporação das parcelas do Tiquet alimentação no salário base do servidor, um acordo e um compromisso assumido com a direção anterior do SINSMUT, o Prefeito inviabilizou o acordo coletivo da data-base de 2013. 
   
A justificativa do prefeito é que a incorporação das parcelas extrapola o limite legal da PMT com a folha de pagamento. A posição dos sindicalistas é que este limite está extrapolado devido à contratação política sem concurso público, o que onera injustificada e ilegalmente a folha de pagamento da PMT. 
   
Diante do impasse o Sindicato deverá protocolar um pedido de cópia da folha de pagamento da PMT, constando os nomes, lotação e salários de todos os servidores municipais efetivos e contratados. O objetivo do sindicato, além de fazer cumprir a Lei da Transparência é se informar sobre o valor exato da folha de pagamento e o peso das contratações políticas nas despesas da PMT com a Folha de Pagamento do Município. 
   
O Sindicato também deverá fazer todos os esforços possíveis para que o Concurso Público seja feito o mais breve possível em cumprimento ao TAC do Ministério Público Estadual. O SINSMUT entende que a contratação sem concurso público onera a folha de pagamento, prejudicando os funcionários em situação regular na PMT (efetivos), além de não permitir à população conseguir por seus próprios méritos e sem apadrinhamento político, um emprego público na Prefeitura de Tucuruí. Além do mais, o número reduzido de funcionários efetivos na PMT, inviabiliza a previdência Municipal (IPASET) que está sendo implementada pela Prefeitura. 
   
No entanto o SINSMUT mantém o diálogo e as portas abertas para a Administração Municipal, que poderá a qualquer momento, caso queira, restabelecer o diálogo e as negociações. 
   
O SINSMUT acredita que o Prefeito, sensível aos anseios e as necessidades do funcionalismo, encontrará um meio de contornar o impasse, cumprindo com os acordos já estabelecidos com os funcionários da prefeitura.
O SINSMUT não quer qualquer confronto com o prefeito, e acredita que sindicato e administração municipal podem ser parceiros e trabalhar unidos pelo progresso de Tucuruí e por uma Administração Municipais eficiente, com servidores públicos profissional e pessoalmente valorizados. 
   
A Direção do SINSMUT está confiante que tudo será resolvido da melhor forma possível e que este impasse é passageiro e apenas um equívoco. O SINSMUT deve convocar uma Assembléia Geral para os próximos dias para informar aos servidores municipais as causas do fracasso nas negociações, e discutir os próximos passos do SINSMUT na defesa dos interesses da categoria.
   
Temos certeza de que com fé em Deus tudo vai dar certo, e que SINSMUT e PMT deverão chegar a um acordo.
   

quinta-feira 16 2013

Hospede fica trancado pelado do lado de fora do quarto no corredor do hotel


Um acidente inusitado foi registrado por câmeras de segurança de um hotel no Reino Unido e virou hit na web. As imagens flagraram um hóspede que ficou preso para fora do quarto ao sair pelado para devolver uma bandeja. A porta bate e o homem fica trancado para fora do cômodo.
     
As câmeras do local mostram o "pelarão" caminhando pelo lobby do hotel. Ele até tentou usar peças de louça para cobrir as partes íntimas, até chegar à recepção para pedir outra chave. O incidente já teve quase 300 mil visualizações.

    

   

     

Policiais fazem evento sobre combate à homofobia

Racismo e homofobia é crime, e lugar de criminoso é na cadeia.
DENUNCIE
A Polícia Civil realizará nesta sexta-feira (17), uma palestra para os servidores públicos da Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), com o tema “Combate à Homofobia”. O evento é alusivo ao Dia Internacional de Combate à Homofobia, que ocorre no dia 17 de maio.
     
A palestra será ministrada pela delegada Aline Boaventura, titular da Delegacia de Combate a Crimes Homofóbicos (DCCH), e tem como objetivo esclarecer e preparar os policiais civis para o atendimento ao público LGBT.
      
Entre os assuntos abordados no evento, estão a forma de tratamento de homoafetivos nas delegacias, identidade de gênero e orientação sexual.
     
(Agência Pará)
    

Internet cresce entre os mais pobres e cai entre os mais ricos, aponta IBGE

No topo da pirâmide, recuo pode estar relacionado à troca de computador por smartphone. 
   
Vitor Sorano e Marília Almeida - iG São 
   
Num puxadinho numa das entradas da Favela de Paraisópolis – a segunda maior de São Paulo – ficam José Francisco Rodrigues, de 51 anos, e seu computador de mesa conectado à internet. Pela rede ele paga contas, faz compras, acessa e-mail e define o preço dos tênis, bonés e camisetas esportivas que vende na Rodrigue's Sports. 
   
“Se eu colocar um produto a um preço maior do que está na internet, perco o cliente”, diz ele, que no mês passado dobrou a velocidade da conexão – pelo triplo preço. Ultimamente, Rodrigues tem pensado em divulgar a loja pelas redes sociais. “A última ação de marketing que fiz foi com um carro de som”, lembra. 
   
Quando o critério é o uso da internet, a pirâmide social brasileira tem se tornado cada vez menos desigual. Em 2011, a população com renda per capita de até 1 salário mínimo (R$ 678,00) – caso de Rodrigues – passou a representar 38% dos internautas do País, ante 32% em 2005, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
   
O crescimento mais rápido, entretanto, ocorreu entre pessoas com o perfil como o Taísa Nascimento Carvalho, de 19 anos, – outra moradora de Paraisópolis –, que têm renda domiciliar per capita inferior a um quarto de salário mínimo, hoje R$ 169,50. Em 2005, apenas 3,8% dessa população havia usado a internet nos três meses anteriores à pesquisa. Em 2011, esse índice saltou para 21,4% – mais de 5 vezes mais (veja tabela). 
   
Brasil conectado 
   
Segundo Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto Datapopular, na população mais jovem já não existe diferença entre ricos e pobres no acesso à internet. 
   
“Nas classes C e D há um grau razoável de analfabetismo funcional, então os mais velhos acessam menos. Mas todos os que têm 14 anos são internautas, independentemente da renda”, diz Meirelles. 
    
José Rodrigues, 51 anos, se baseia na internet para definir preços da sua loja em Paraisópolis 
      
No conjunto da população, porém, o fosso ainda existe. Em média, 30% dos que têm renda domiciliar de até 1 salário mínimo per capita usa a internet, ante 46,5% da média brasileira. Já entre os que ganham de três a cinco salários mínimos, o índice sobe para 76%. 
    
“Obviamente, comparado com os estratos mais altos, ainda é bem pequena [a utilização da internet entre os mais pobres]. Ainda existe uma associação entre acesso a internet e renda, mas a disseminação e o barateamento da tecnologia têm permitido que até mesmo pessoas com rendimento de até um quarto de salário mínimo usem a rede”, afirma Adriana Beringuy, técnica do IBGE. 
    
Uso 'cai' entre mais ricos. 
  
Já entre os mais ricos, aponta o estudo do IBGE, o uso de internet teve um leve recuo nos últimos dois anos – um fenômeno inédito na história da pesquisa. Em 2011, 67,9% da população com renda familiar com mais de cinco salários mínimos per capita (R$ 3.390) usava internet, ligeiramente abaixo dos 68,3% de 2009. 
   
Segundo Adriana, essa menor utilização tem relação com a idade. A população mais rica tende a ser de uma faixa etária mais elevada, que usa menos a internet. Há porém, uma outra hipótese: o abandono dos computadores em favor de tablets e smartphones, cujas conexões não são levadas em conta pelo IBGE. A supervisora de vendas Vanessa Montoza, de 37 anos, fez essa migração do computador para o dispositivo móvel na hora de navegar na internet em janeiro passado, quando ganhou seu primeiro celular inteligente. 
   
Arquivo Pessoal 
   
A supervisora de vendas Vanessa Montoza, 37 anos: smartphone 'aposentou' notebook 
    
“Dá desânimo de ligar o computador. Só uso para mexer em fotografias”, diz ela. “"O celular está ligado o tempo todo, envia notificações em tempo real e acaba sendo mais prático.” 
   
A migração também tem ocorrido, entretanto, em franjas mais baixas e mais velhas. O professor João Ronaldo Soares, de 55 anos e com renda na casa dos cinco salários mínimos, ainda usa o netbook para preparar aulas. Mas sonha com o dia em que usará seu smartphone – seu único portal para o mundo on-line há seis meses – em rede com os dos alunos. 
   
Internet cresce 32% no Brasil e supera jornais 
  
“O abandono do computador pelo smartphone foi inconsciente. O que me chamou a atenção foi a praticidade”, diz ele, que leciona na Legião Mirim de Bauru, cidade do interior paulista. “Gostaria de poder transformar o celular, que hoje é um inimigo do professor em sala de aula, em um aliado.” 
   
Adriana, do IBGE, acredita que a população que aposentou os computadores seja minoria. A partir da PNAD 2013, essas pessoas também começarão a contar como usuários da internet. 
   
“Hoje em dia é difícil pegar alguém que exclusivamente acesse a internet por smartphone. Não é que não exista. Existe e tende a crescer, mas ainda é grande o número de pessoas que acessam por todas as modalidades”, diz ela. 
   
O crescimento do uso de internet móvel tem sido mais expressivo entre as classes mais baixas, afirma Leonardo Contrucci, diretor de Pré-Pago da Telefônica Vivo. 
   
“[O público das classes C, D e E] só não usa hoje internet como classe A e B porque ainda é um serviço considerado caro e não tão essencial”, diz. 
    
Taísa, a moradora de Paraisópolis, paga R$ 17 por mês para acessar a rede. É barato, mas sempre estoura a cota de dados. Mais um motivo para visitar a casa do namorado, onde aproveita uma conexão aberta de algum vizinho desavisado. “Ali fico horas”, diz.