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quarta-feira 22 2010

Datafolha faz força, mas cenário não muda

Do Blog Tijolaço

O Datafolha bem que se esforçou, incluindo perguntas sobre a saída de Erenice Guerra da Casa Civil, e a Folha de S.Paulo fez malabarismos no título da matéria online, mas a nova pesquisa do instituto só mostrou variações dentro da margem de erro.

Dilma continua vencendo a eleição no primeiro turno, com 54% dos votos válidos, contra 31% de Serra e 14% de Marina. Brancos e nulos somam 3% e os indecisos são 5%.

Como foi a primeira pesquisa do Datafolha após as denúncias que levaram a ministra da Casa Civil a deixar o cargo, e 52% dos entrevistados disseram ter tomado conhecimento do caso, havia a expectativa por parte do instituto e do jornal de uma mudança de cenário.

Mas Dilma aparece com 49% das intenções de voto, dois pontos a amenos do que na semana passada, contra 28% de Serra, um a mais que na pesquisa anterior, e 14% de Marina, que também oscilou um ponto para cima.

Todas as movimentações estão dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, o que mantém o quadro inalterado.

Silvio Santos convida Lula para apresentar abertura do Teleton


Simone Iglesias de Brasília 

O apresentador e proprietário do SBT, Silvio Santos, convidou nesta quarta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar a abertura do programa Teleton, que acontecerá dias 5 e 6 de novembro.

Santos também pediu ao presidente uma doação de R$ 12 mil para o programa, uma maratona televisiva com o objetivo de arrecadar dinheiro para assistência de crianças com problemas de saúde. 

O apresentador explicou que o valor pedido se refere aos 12 anos de programa. Segundo ele, Lula não quis gravar de improviso, mas se comprometeu a pensar em uma forma de aparecer no programa. "Ele vai fazer a abertura, ele gosta da causa e admira essa causa", disse ao deixar a reunião com Lula. 

Santos mostrou a Lula um vídeo em seu laptop em que o hoje presidente participou do "Show de Calouros" em 1989, quando concorria ao cargo. "Minha visita não é uma visita ao presidente, é ao Lula", disse.

O apresentador disse que não entrava no Palácio do Planalto desde o governo Itamar Franco e, ao descrever o momento de espera para a audiência com o presidente, acabou contando aos jornalistas sobre uma reunião, que não está prevista na agenda oficial, de Lula com o ex-ministro da Justiça e advogado Márcio Thomaz Bastos.

A gripe suína e a sujeira da Veja

Matéria do Blog Tijolaço

A avalanche midiática sobre Dilma Rousseff opera com a quantidade e não com a qualidade da informação. O importante na ofensiva que se dá na reta final para as eleições é não dar trégua. As denúncias não podem parar, mesmo que sejam irresponsáveis, inconsequentes e desmentidas pouco depois. Enquanto os desmentidos não aparecem, fica valendo a acusação.

De tudo que já foi levantado contra Dilma recentemente, uma das coisas mais esdrúxulas teria sido uma suposta interferência da Casa Civil, então sob o comando de Dilma Rousseff, na compra de medicamentos para o tratamento da gripe H1N1, em junho de 2009.

Essa gripe ficou conhecida como gripe suína por conter em seu vírus material genético dos suínos e não por ser transmitida pela respiração dos porquinhos, como desinformou José Serra, que se autoproclama o melhor ministro da Saúde que o país já teve.

A gripe suína se espalhou perigosamente pelo mundo a ponto da Organização Mundial de Saúde declará-la como pandemia, justamente em junho de 2009. O Brasil comprou o antiviral Tamiflu do único laboratório que o produz no mundo, o que por si só impediria qualquer ação lobista, já que não há concorrentes.

Mas a revista Veja publicou que o Ministério da Saúde teria feito uma compra maior que o necessário, com vantagens para um ex-assessor da Casa Civil. O ministro da Saúde José Gomes Temporão já tinha desmontado a denúncia negando a participação da Casa Civil em qualquer negociação do ministério e explicando que a quantidade do medicamento adqurido atendeu a critérios técnicos.

O Brasil comprou medicamentos suficientes para 14,5 milhões de pessoas (7,5% da população) por preço abaixo do mercado, depois de ter sido criticado por ter um estoque suficiente para atender apenas 5% da população, enquanto outros países tinham estoque para até 80% da população.

Agora, o laboratório Roche, fabricante do Tamiflu, publicou no site de sua subsidiária no Brasil, comunicado para esclarecer que os processos de compra do medicamento foram conduzidos de forma direta, sem participação de nenhum intermediário.

O Governo não apenas comprou uma quantidade prudente de medicamento como – preste atenção – fez um enorme esforço para produzir aqui, numa fábrica estatal, de forma independente o oseltamivir. Sob a direção do médico Eduardo Costa, então presidente da Farmanguinhos, começamos a fazer aqui o antiviral e não faltaria “Veja” para criticar se as mortes continuassem acontecendo e faltassem remédios. 

Agora, se estivesse correndo comissão para o Governo, na compra, alguém ia querer fazer um esforço – que o Tijolaço, ao contrário da mídia, registrou aqui, no dia 31 de julho de 2009 – iam se interessar em fabricá-lo numa estatal?

A Veja não se deu ao trabalho de ouvir a Roche quando preparou a sua denúncia. O compromisso com a verdade da informação já foi abandonado há muito tempo. Como escrevi outro dia aqui, me referindo à Folha de S.Paulo, o lema da grande imprensa nos ataques à Dilma é “se colar, colou”. Se depois os fatos desmentirem a versão, que se danem os fatos.

Serra faz promessas, mas mostra desconhecimento sobre o Bolsa Família


Eduardo Scolese
Editor-Assistente de Poder

Ao falar nesta terça-feira sobre a promessa de criar uma espécie de 13ª parcela do Bolsa Família, o presidenciável tucano, José Serra, demonstrou desconhecimento do principal programa de transferência de renda do país.

Numa rápida entrevista em São Paulo, Serra falou dois minutos sobre o Bolsa Família. Nesse intervalo, cometeu dois deslizes.

Primeiro vinculou equivocadamente o valor do salário mínimo aos critérios de inclusão no programa.

"O salário mínimo de R$ 600 [outra promessa do tucano] vai ampliar quantitativamente o número de famílias do Bolsa Família. Porque hoje o critério está relacionado com o salário mínimo. Meio salário mínimo per capita, alguma coisa assim. O salário mínimo sendo mais alto mais famílias entram no Bolsa Família", declarou o tucano.

O valor do salário mínimo (R$ 510), na verdade, é usado para a inclusão das famílias no Cadastro Único. São cadastradas nesse banco de dados (coordenado pelo governo federal e abastecido pelas prefeituras) as famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (hoje R$ 255).

Já o critério para inclusão no Bolsa Família é outro. O "corte" de renda é definido com base em dados do IBGE e na inflação acumulada. Hoje estão aptos para receber o cartão aquelas com renda per capita mensal de até R$ 140. Ou seja, quanto maior o salário mínimo, em tese será menor o número de famílias atendidas pelo programa, já que avançaria também a renda por pessoa.

Na mesma entrevista desta terça, o segundo deslize de Serra veio ao discorrer sobre a necessidade de manter o benefício às famílias com pessoas empregadas. O tucano disse que definirá um prazo ("será mais de um ano") no qual a família poderá acumular um novo emprego e o cartão do programa. Esse prazo já existe. É de dois anos e foi definido em decreto de 2008.

Hoje 12,6 milhões de famílias recebem o Bolsa Família, todas elas antes incluídas no Cadastro Único, esse com cerca de 20 milhões de famílias e que serve como banco de dados oficial de pessoas de baixa renda.

Montagens, gostaram da brincadeira

O pessoal gostou tanto da brincadeira que resolveu mandar algumas versões do Rambocler. Recebemos esta montagem por e-mail, de um dos nossos visitantes.

Se brincar Rambocler ainda ganha o Oscar!!!