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terça-feira 05 2010

Um novo projeto político

Do Blog Espaço Aberto

SERGIO BARRA 

 
Não faz muito tempo que a crise econômica internacional abriu as cortinas do teatro político para a oposição nas eleições presidenciais de 2010. A situação, em 2009, foi pressionada a agir em ambiente adverso. O governo não poderia errar, pois qualquer hesitação podia custar caro ao PT na sucessão. À época, a oposição tinha pela frente um grande desafio de forjar uma candidatura que unificasse o PSDB, dividido entre os governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP). 
 
Não custa nada lembrar que a divisão entre a plumagem amarela impediu que em passado recente o partido tivesse melhor desempenho eleitoral em 2002 e 2006. Lideranças do partido pareciam engessadas e cruzaram os braços nas duas eleições. A história pode se repetir. 
 
Impulsionado pelo sentimento unânime dos mineiros em eleger um presidente da República, Aécio faz o velho estilo das Alterosas, fez do estímulo ao sentimento disseminado contra o predomínio dos paulistas seu mote. Serra queria que a candidatura fosse fruto do consenso das principais lideranças de oposição, Aécio queria que ela fosse construída num processo de eleições prévias em que o País seria ouvido. 
 
É de domínio público que Aécio foi derrotado nas suas pretensões. Recentemente, deixou de se manifestar sobre as denúncias, encampadas por Serra, para tentar desestabilizar Dilma Rousseff. Foi um silêncio significativo. Expressivo como um traço de marcador para quadro branco. 
 
A metáfora, possível de ser imaginada, que separa o território de atuação da oposição mineira e da oposição paulista. Ambas adversárias do governo de Luiz Inácio. Só que a primeira é democrática e a segunda é golpista. 
 
Revista de circulação nacional afirma que em jantar na Cidade Maravilhosa, Aécio empolgou-se ao falar da necessidade de reformas políticas no Brasil e, para sustentar os argumentos que desenvolvia junto a um grupo restrito de amigos, anunciou, dois meses atrás, que ia deixar o PSDB. Foi no apartamento do empresário Alexandre Accioly, no Edifício Cap Ferrat nº 6º andar, na avenida Vieira Souto, em Ipanema, no Rio. 
 
O cenário entre ele e os tucanos é de desgaste absoluto, embora no quadro de campanha presidencial cumprisse, em Minas, segundo maior colégio eleitoral do País, o ritual da fidelidade ao candidato do PSDB. Mas esse esforço cessou ao pôr em risco o projeto que Aécio tem. Assim, a forte reação do eleitor mineiro excluiu a presença de Serra na propaganda de tevê de Antonio Anastasia, que liderava as pesquisas de intenção de voto no Estado.
 
As eleições mineiras sorriam para Aécio, ele estava praticamente eleito para o Senado e o aliado dele, Itamar Franco, podia ficar com a segunda vaga. Pesquisa recente do instituto Vox Populi mostra que apenas 8% do eleitorado mineiro votaria em Serra "por causa de Aécio". Reflexo: pesquisa do Ibope apontava Dilma com 31 pontos à frente de Serra.
 
Aécio já tem um novo projeto político na cabeça. Não se abrigará em outro partido. Com a vitória da candidata do PT, quer estabelecer uma oposição democrática, já que o PSDB renegou esse papel ao preferir abraçar o udenismo golpista. Não será surpresa a desfiliação de Aécio do partido. 
 
O neto de Tancredo Neves caminha firme nessa direção. Só que em silêncio, como convém à tradição mineira da qual é herdeiro. A novidade é ter anunciado agora. Por descuido? Só acreditará nisso quem admitir que político mineiro se descuide com assunto tão melindroso.

SERGIO BARRA é médico e professor

Votação dos candidatos com indeferimento das candidaturas

No Blog da Profª. Edilza Fontes está a lista de votação dos candidatos com indeferimento das candidaturas.

Nela estão Inclidos Jader, Paulo Rocha e Roquevam.

A recompensa

No início ficamos felizes em poder passar a nossa mensagem aos nossos amigos mais próximos. Depois a nossa mensagem começou a chegar às pessoas distantes que não conhecíamos, mas que acreditavam em nós.

Quando começamos a acompanhar através de contadores o número de visitas, ficamos felizes quando constatamos que cinqüenta pessoas nos visitaram em um dia. Depois aumentou para cem, duzentas, trezentas, quinhentas, setecentas, oitocentas visitas diárias...

De repente, quando estávamos na expectativa de romper a barreira das mil visitas, ontem tivemos uma grande e grata surpresa, de repente o Folha foi acessado 2.316 vezes em um só dia.

Vocês não imaginam a nossa satisfação em ver o nosso trabalho reconhecido desta forma, em termos a oportunidade de trabalhar e contribuir humildemente com a nossa parte por uma sociedade melhor e mais justa.

Isso vale muito mais que dinheiro.

Muito obrigado pela sua confiança e pelo seu apoio.

Um grande abraço

segunda-feira 04 2010

Cassação de Paulo Rocha beneficiaria o PT

Caso Jader e Paulo Rocha permaneçam com seus registros cassados a soma de seus votos seria superior a 50% dos votos válidos, o que por Lei significaria novas eleições.

Caso haja novas eleições sem Jader, que é o segundo colocado e, portanto tem a segunda vaga (A primeira é do Flexa que é o mais votado), o PT teria a chance de lançar outro candidato com chances para o Senado. De qualquer forma, com cassação ou sem cassação o Paulo Rocha está fora.

Uma solução justa, simples e prática.

Paulo sempre colocou seus interesses acima dos interesses do PT (Veja o caso de Tucuruí em que ele se aliou ao prefeito do PPS), seria muito justo que agora o PT colocasse os interesses do partido acima dos interesses do Paulo. 

Votação para o Senado:

1º - Flexa Ribeiro recebeu    1.817.644 votos
2º - Jader Barbalho recebeu 1.799.762 votos.
3º - Paulo Rocha recebeu     1.733.376 votos

Deu no G1: "Ficha Limpa" pode levar a nova eleição no Pará, diz TSE.

Do Blog do Bacana
 
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, afirmou nesta segunda-feira (4) que os casos de candidatos que tiveram os registros indeferidos terão prioridade nos julgamentos. Em entrevista, o ministro informou que a Lei da Ficha Limpa pode modificar o resultado das eleições para o Senado no Pará, Paraíba e Amapá.

“Estamos dando prioridade absoluta para o julgamento de candidatos que tiveram os registros indeferidos. Se tudo der certo, teremos definido antes da diplomação”, disse o ministro.

No caso do Pará, dois candidatos barrados pela ficha limpa tiveram votos suficientes para serem eleitos: Jader Barbalho (PMDB) recebeu 1.799.762 votos, e Paulo Rocha (PT) teve 1.733.376. O problema é que os votos dos candidatos que tiveram registro indeferido são considerados nulos e isso faz com que o Pará possa ter 57,24% dos votos na eleição do Senado anulados. Segundo a lei, nesse caso deveriam ser feitas novas eleições.
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Questionado sobre a possibilidade de um novo pleito, o presidente do TSE afirmou que é preciso aguardar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do estado, responsável por proclamar o resultado da eleição para senador.

“No caso do Pará, a lei em tese estabelece que se houver maioria de votos nulos será feita nova eleição, mas claro que cada estado tem suas peculiaridades e o TRE decidirá em face dos distintos processos que está analisando. É possível que o processo tenha alguma particularidade que motive uma interpretação diferente do TSE”, afirmou Lewandowski. Segundo ele, não há prazo definido para que o tribunal regional decida sobre o caso.

Mais cedo o TRE-PA informou ao G1 que vai aguardar uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF) até a data da diplomação, 17 de dezembro.

Fonte: www.globo.com