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segunda-feira 27 2013

Pesquisa no Pará, quanto maior a escolaridade, maior é a preocupação com o dinheiro público

Paraense quer controlar dinheiro público
   
     
Orçamento - Estudo aponta que sociedade civil quer fiscalizar, mas não sabe como fazer.
    
Da Redação O Liberal. Alexandra Cavalcanti
       
O Instituto Alerta Pará, em parceria com o Observatório Social de Belém, fez pesquisa de opinião para traçar o perfil socioeconômico do paraense. Um dos pontos abordados foi o trabalho de Fiscalização/Controle do dinheiro público por parte da sociedade civil organizada. Um total de 2.406 pessoas foram ouvidas em 12 municípios, incluindo a capital. O resultado foi surpreendente: a maioria da população é a favor do controle social, embora não saiba exatamente como fazer isso.
   
Foi o que atestou o estatístico João Pinheiro, especializado em Bioestatística e Controle Estatístico da Qualidade pela Universidade Federal do Pará (UFPA). "As pessoas são a favor da fiscalização e do controle do dinheiro público por parte da sociedade civil organizada. Vê com bons olhos esse tema. Mas ainda é preciso haver campanhas de esclarecimento sobre a questão. As pessoas sabem que isso pode trazer benefícios, mas não sabe bem quais são e nem como isso pode ser feito", afirma.
   
Através do controle social é possível saber, por exemplo, quanto do orçamento brasileiro é destinado à área de saúde. Ou ainda, qual o percentual gasto na educação de uma cidade e quais as prioridades do governo, para assim poder acompanhar de perto como o orçamento público é aplicado. Saber essas e outras informações é direito de todos, inclusive previsto na Lei 12.527, a Lei de Acesso à Informação, mas o processo para acessar esses dados nem sempre é fácil e rápido. "Não há uma campanha que especifique a real importância do tema. A maioria das pessoas não sabe como fazer isso (acessar as informações)", afirma o estatístico.
   
Uma pesquisa recente da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) afirma que cerca de 90 países já adotaram uma lei de acesso à informação. Mas não basta isso apenas. Segundo o pesquisador, para ser transparente é preciso facilitar aos cidadãos o acesso às informações de interesse público, divulgando de forma espontânea essas informações, sempre que possível, numa linguagem clara e de fácil entendimento. Aliado a isso, também deve fornecer informações desejadas pelos cidadãos sempre que for requisitado.
   
Para saber a opinião dos paraenses sobre o tema, o estatístico aplicou a seguinte pergunta: "O que o senhor (a) acha da sociedade civil organizada executar um trabalho de fiscalização/controle do dinheiro público? Esse questionamento foi feito a moradores das cidades de Belém, Ananindeua, Marituba, Castanhal, Itaituba, Capanema, Tucurui, Paragominas, Santarém, Altamira, Redenção e Marabá, no período de 4 a 12 de abril de 2013.
   
Na capital paraense, 73% das pessoas se mostraram favoráveis a esse controle, 6% foram contra e 21% afirmaram ser indiferentes ao assunto. O município com maior percentual de pessoas a favor do controle social foi Itaituba (98%), seguida por Paragominas (95%) e Santarém (94%). Em contrapartida, Ananindeua apresentou o maior índice de pessoas contra esse controle (16%), seguida por Castanhal (10%). Já entre aqueles indiferentes ao assunto, Capanema exibiu o maior percentual (35%), seguida por Altamira (31%) e Tucuruí (22%).
   
Os resultados obtidos foram cruzados com outras variantes como: sexo, idade, escolaridade, estado civil e renda familiar. "O levantamento foi feito levando-se em consideração a técnica de amostragem estratificada proporcional, adotando um erro de 2,1%, onde os resultados deste questionamento foram cruzados com perfil socioeconômico dos entrevistados, mostrando o que o paraense pensa à respeito do tema", detalha o pesquisador.
    
No quesito gênero (masculino e feminino), João explica que praticamente não houve grandes variações. "A diferença entre os percentual foi bem pouca. Na área da Região Metropolitana de Belém, por exemplo, 76,8% dos homens são a favor do controle social, 15,2% são indiferentes e 8% são contra. Entre as mulheres esse percentual (respectivamente) é de 73,8%, 18,6% e 7,6%", afirma.
    
Com relação à escolaridade, a pesquisa mostrou que quanto maior é a instrução, maior é também a preocupação com a Fiscalização/Controle do dinheiro público. Com isso, 89,6% das pessoas com pós-graduação são a favor do controle social. Entre aqueles com ensino fundamental completo, esse percentual cai para 72,5%. "Existe uma forte relação entre a escolaridade e o controle e fiscalização do Poder Público", ressalta o pesquisador.
    
Com relação à renda familiar, quanto maior o ganho, maior a preocupação com o destino dado ao dinheiro público. "Quem tem renda maior acha mais importante haver esse controle social, até porque paga mais impostos. Por isso, a pesquisa mostra, por exemplo, que entre aqueles que ganham entre R$ 2.712,01 e R$ 3.990,00, 88% são a favor do controle social. Já entre os que têm renda entre 678,01 e 1.356,00, esse percentual é de 77%", explica.
    

domingo 26 2013

As deficiências do Ministério Público que impedem uma parceria mais eficaz do MP com a sociedade organizada

Este vídeo de autoria do Luiz Otávio, integrante da AMARRIBO, uma organização de controle social e combate à corrupção em nível nacional, expõe as deficiências do Ministério Público na defesa da Lei e da sociedade diante da desenfreada corrupção no setor público.
     
Estas deficiências, se corrigidas, fortalecerão a parceria do MP e a sociedade organizada no combate à corrupção e demais crimes praticados contra a administração pública. Muito já se fez no combate à corrupção, e o Ministério Público tem sido uma peça fundamental e de valor inestimável nesta luta, tanto que querem proibir o MP de fazer investigações através da famigerada PEC 37. 
     
Muito já foi feito, mas muito ainda tem que ser feito em termos de combate à corrupção, e apesar dos avanços estamos ainda engatinhando na defesa da sociedade e do patrimônio público no Brasil.
  
Mas vejamos o vídeo do Luiz Otávio.
    

Marcha das Vadias reúne cerca de mil pessoas em SP e pede o 'fim do silêncio'

Movimento defende a autonomia da mulher sobre o próprio corpo e a negação da culpa da vítima em casos de violência doméstica e sexual. Manifestações ocorreram em todo o País.
     
      
A 3º Marcha das Vadias, organizada por um coletivo feminista que defende a autonomia da mulher sobre o próprio corpo e a negação da culpa da vítima em casos de violência doméstica e sexual, reuniu cerca de mil pessoas na tarde deste sábado (25), na região da avenida Paulista, em São Paulo, de acordo com estimativa da Polícia Militar. O evento também aconteceu em outras cidades do País.
       
Rede de apoio
       
O coletivo Marcha das Vadias tem como projeto criar uma forma de acolher mulheres vítimas de violência sexual e doméstica, ainda sem expectativa para sair do papel. "Já temos uma psicóloga no grupo, que cresceu e hoje é composto por mais de 20 mulheres. Mas precisamos de mais apoio, principalmente de profissionais da área jurídica e assistentes sociais. Também buscamos parcerias com instituições especializadas".
      
A marcha saiu da Praça dos Ciclistas, localizada na avenida Paulista, e percorreu a rua Augusta, na Bela Vista; até a Praça Roosevelt, no centro da capital. Leia a matéria completa.
     
     
   
   

Pinduca convida o povo a dizer não à PEC 37

Vimos este vídeo no Blog da Franssinete e resolvemos divulgar em apoio à campanha do MP e da sociedade contra a PEC da impunidade.
   

     

sábado 25 2013

Alinhamento planetário promete show celestial neste domingo

Foto ilustrativa, não é o caso da notícia.
    
Vênus, Júpiter e Mercúrio estarão perto um dos outros, fazendo um triângulo de luz no céu no domingo.
   
Reuters 
  
Vênus e Júpiter, os dois planetas mais brilhantes do céu neste mês, receberão a companhia do pequeno Mercúrio para um espetáculo celestial raro neste fim de semana.
   
Normalmente, Vênus, o segundo planeta mais próximo do sol, e Júpiter, que orbita à frente de Marte, estão a dezenas de milhões de quilômetros de distância. Mas eles têm orbitado juntos, enquanto se movem cada vez mais perto um do outro neste mês, junto a Mercúrio. 
  
O auge do show celestial será no domingo (26), quando o trio irá aparecer como um triângulo de luz brilhante no céu do Ocidente cerca de 30 minutos depois do pôr do sol.
    
Conjunções triplas são relativamente raras, segundo a Nasa. A última foi em maio de 2011 e a próxima não ocorrerá antes de outubro de 2015.
   
"Essa (conjunção) tripla é especialmente boa porque envolve os três planetas mais brilhantes do céu escuro em maio", afirmou a agência espacial dos Estados Unidos em sua página na Internet.
   
A formação deve ser visível mesmo em locais com cidades bastante iluminadas.
   
Astrônomos sugerem aos observadores do céu que deixem Vênus e Júpiter serem o seu guia. Quando o céu escurecer, os planetas serão visíveis a olho nu.
   
"Eles realmente brilham tão intensamente que você pode confundi-los com um ou dois aviões se aproximando com as suas luzes de pouso ligadas", escreveu a revista StarDate, da Universidade do Texas, em seu site.
   
No domingo, o Mercúrio formará o topo do triângulo. Na segunda-feira, Vênus e Júpiter vão estar lado a lado, a menos de 1 grau de distância.
   
"Depois disso, Vênus e Mercúrio vão continuar subindo mais alto no céu escuro, enquanto Júpiter cai em direção ao sol", disse a StarDate.
    

O novo Ministro do STF

      
O 33º Ministro do STF.
     
A indicação do advogado constitucionalista Luis Roberto Barroso para o STF foi saudada como resultado de uma biografia construída na defesa das causas republicanas.
   
Barroso ganhou projeção nacional devido à atuação no Supremo em vários processos de repercussão. Ele defendeu as uniões estáveis homoafetivas, as pesquisas com células-tronco embrionárias, a interrupção da gestação de fetos anencéfalos e a proibição do nepotismo. 
       
Em todos esses casos, as teses de Barroso saíram vitoriosas. Recentemente, na condição de procurador do estado do Rio de Janeiro, conseguiu que o STF suspendesse os efeitos da Lei dos Royalties, que estabeleceria novo regime de partilha dos valores obtidos pela exploração de petróleo e gás natural."
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Nota do Folha: Hitler e seu partido nazista chegou ao poder com o discurso de uma raça superior, e com preconceito contra judeus, negros, ciganos e homossexuais. 
    
Racismo e homofobia eram as bandeiras de Hitler e seu partido nazista.
     
NÃO AO NAZISMO, NÃO AO RACISMO, NÃO AO PRECONCEITO, NÃO À HOMOFOBIA E NÃO À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA.
     
AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO, ESTE É O MAIOR DE TODOS OS MANDAMENTOS, E ENCERRA TODOS OS ENSINAMENTOS DO CRISTO.
       

Pesquisa indica que a humanidade ficou mais burra

Os cientistas analisaram 14 estudos sobre a inteligência desenvolvidos entre os anos de 1884 e 2004 e constataram que a população ficou mais burra
   
Fonte: Portal Terra
    
Nobel de Física, Albert Einstein tinha um QI estimado de 160. A média para a população (estimativa do Reino Unido) é de 100 pontos. Foto: Getty Images
   
Um provocativo estudo publicado recentemente na revista Intelligence sugere que, enquanto a tecnologia avança, a inteligência humana está em declínio. A pesquisa aponta que o quociente de inteligência (QI) dos ocidentais caiu 14 pontos desde o final do século 19. As informações são do Huffington Post.
   
Segundo o professor da Universidade de Amsterdam Jan te Nijenhuis, co-autor do estudo, as mulheres mais inteligentes tendem a ter menos filhos do que aquelas com menor inteligência, o que poderia ser um dos fatores para esse declínio.
   
Nijenhuis e alguns colegas analisaram os resultados de 14 estudos sobre a inteligência desenvolvidos entre os anos de 1884 e 2004, incluindo um feito por Francis Galton, antropólogo inglês primo de Charles Darwin. Cada pesquisa levou em conta o tempo que os participantes levaram para pressionar um botão em resposta a um estímulo. O tempo de reação reflete a velocidade de processamento mental de um indivíduo, e por isso é considerado uma indicação da inteligência.
    
No final do século 19, o tempo de reação visual era em média de 194 milésimos de segundo. Já em 2004, esse tempo havia aumentado para 275 milésimos de segundo. Ainda que a máquina utilizada para medir o tempo de reação do final do século 19 fosse menos sofisticada que a usada nos últimos anos, Nijenhuis afirmou ao Huffington Post que os dados antigos são diretamente comparáveis aos modernos.
    
Outros estudos recentes têm sugerido um aumento aparente no QI a partir da década de 1940. Porém, o especialista sugere que esses levantamentos refletem a influência de fatores ambientais – como melhor educação, higiene e nutrição –, que podem mascarar o verdadeiro declínio na inteligência herdada geneticamente no mundo ocidental.
     
Opinião Folha - Pelos políticos e por alguns alguns líderes religiosos que temos hoje, nem precisava de estudo e nem de pesquisa para perceber que estamos ficando menos inteligentes.
     

sexta-feira 24 2013

Assembléia Geral do SINSMUT decide ações para a data-base 2013

Aprovadas várias ações do SINSMUT para a data base 2013. Como não houve acordo entre o SINSMUT e a PREFEITURA as negociações da data-base da categoria, apesar do impasse continuam abertas.
     

   
     

Os evangélicos progressistas

Seguidores da Bíblia, eles se opõem à violência contra homossexuais, defendem a igualdade entre homens e mulheres e enfrentam preconceito dentro e fora da comunidade religiosa.
    
Patrick, da Aliança Bíblica: "Para mim, ser progressista é não ter uma relação de submissão incondicional com a figura do pastor ou do líder religioso"
 Alessandra Oggioni , especial para o iG São Paulo 
    
Eles são evangélicos, frequentam os cultos, leem a Bíblia e lutam para defender suas opiniões pessoais – mesmo que elas distoem do que pensa a maioria de seus irmãos em fé. Patrick, Morgana e Elias são considerados evangélicos progressistas, que se declaram contra a violência aos homossexuais, pregam a igualdade de direitos entre homens e mulheres e adotam uma postura mais questionadora sobre temas polêmicos, não sem enfrentar preconceitos dentro e fora do grupo ao qual pertencem. “Infelizmente, a sociedade vê o evangélico como conservador, limitado intelectualmente e manipulável. Mas esta não é uma imagem totalmente verdadeira”, afirma o comentarista esportivo Elias Aredes Junior, evangélico praticante.
    
Patrick, da Aliança Bíblica: "Para mim, ser progressista é não ter uma relação de submissão incondicional com a figura do pastor ou do líder religioso"
    
A comunidade evangélica no Brasil conta com mais de 42 milhões de pessoas, de acordo com dados do IBGE. O crescimento do número de fiéis é expressivo – eram 15,4% da população no ano 2000 e chegaram a 22,2%, em 2010.
     
Embora estejam todos “enquadrados” no mesmo grupo, há denominações bastante distintas. Os ensinamentos são diferentes em uma igreja da corrente histórica, como a Batista ou a Metodista, em comparação a uma pentecostal, à qual pertence a Assembleia de Deus, por exemplo, ou a uma neopentecostal, como a Igreja Universal do Reino de Deus.
    
Com doutrinas tão diferentes, alguns evangélicos buscam comunidades mais abertas a questionamentos e também participam de movimentos progressistas, para defender interpretações e pontos de vista nem sempre aceitos nos cultos. Conheça a história de três jovens cristãos que se incluem neste grupo.
    
Para Patrick, a polarização "evangélicos versus gays" precisa ser superada
    
Abaixo a submissão incondicional
   
Formado em ciências sociais, Patrick Timmer, 27 anos, trabalha como secretário-geral na Aliança Bíblica Universitária do Brasil, em São Paulo. De família evangélica, é membro da igreja Comunidade de Jesus, e se considera um “progressista”. “O termo progressista pode significar muita coisa. Para mim, é não ter uma relação de submissão incondicional com a figura do pastor ou do líder religioso”, define.

Para Patrick, tudo o que é ouvido no culto precisa “passar pelo crivo das escrituras e ganhar uma interpretação coerente”. Ele acredita que todo evangélico deve ter uma postura crítica e saber buscar respaldo na própria Bíblia. “É preciso analisar o contexto, procurar literaturas de apoio, conversar com outras pessoas. O diálogo e o debate sempre ajudam na construção de uma democracia saudável”, afirma.
     
“A submissão para justificar a violência não tem base bíblica”
    
Ele explica que, em muitos casos, trechos da Bíblia são usados para justificar atos de opressão ou abuso, especialmente contra as mulheres. “Certas leituras podem levar a uma interpretação equivocada de superioridade de gênero. Mas a submissão para justificar a violência não tem base bíblica”, defende Patrick.
     
Sobre o homossexualismo, comumente alvo de críticas de líderes religiosos e dos políticos da bancada evangélica, Patrick diz que é preciso mudar esta polarização de “evangélicos versus gays”. Para ele, violência e intolerância são inaceitáveis, sejam por racismo, machismo, xenofobia ou homofobia.
    
Arquivo pessoal

Morgana é secretária-executiva da rede
Fale, união de grupos evangélicos que promove
a justiça social 
A favor de um Estado laico
   
A missionária Morgana Boostel, 26 anos, também se considera uma evangélica progressista. Ela é secretária-executiva da Rede Fale, uma organização internacional ligada a várias congregações evangélicas, que atua em campanhas contra injustiças sociais. 
   
Em março deste ano, a Rede publicou uma carta aberta, assinada por 173 pastores e líderes evangélicos, se posicionando contra a permanência de Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM). Dezenas de comentários na própria página da rede rechaçaram a opinião dos pastores.
    
“Todos devem ter os direitos garantidos, independentemente da sua história ou trajetória familiar”, defende.
    
Evangélica desde criança, ela já frequentou a igreja Batista e hoje é membro da Comunidade Anglicana Neemias, na cidade de Vitória (ES). Morgana defende fervorosamente a liberdade de crença e se mostra contrária à intervenção da Igreja em ações do governo. “Estado laico não é a ausência de elementos de fé, mas a possibilidade de expressá-la da forma que cada um considere importante”.
    
“Estado laico não é a ausência de elementos de fé, mas a possibilidade de expressá-la da forma que cada um considere importante”
     
Para ela, assim como a opção religiosa, todas as escolhas devem ser respeitadas. Cada um é responsável por decidir o que achar melhor para a própria vida, até mesmo quando se trata de questões sexuais. “É inadimissível qualquer tipo de violência contra homossexuais. Isso inclui o preconceito, pois [o preconceito] incita a violência”.
     
Elias, comentarista esportivo,
é ligado a movimentos progressistas
desde a adolescência
Em defesa da diversidade
   
“A igreja não consegue lidar com este cenário multifacetado. (...) Quem não estiver dentro de um modelo preestabelecido fica de fora"
     
O comentarista esportivo Elias Aredes Junior, 40 anos, sempre foi de família evangélica. Ainda adolescente, aprendeu com os tios a questionar os valores pregados nas igrejas que sempre frequentou. “Comecei a despertar para temas de justiça social e igualdade, o que me levou a participar ativamente de movimentos estudantis”, conta ele, que hoje também frequenta reuniões e encontros do Movimento Evangélico Progressista.
      
Elias, que faz parte de uma igreja na cidade de Campinas (SP), considera boa parte da comunidade evangélica bastante conservadora. “Muitas vezes, a igreja não consegue lidar com este cenário multifacetado. E isso não é bom porque não contempla a diversidade. Quem não estiver dentro de um modelo preestabelecido fica de fora”, diz.
      
Ele cita um exemplo que ouviu de um pastor em outra denominação religiosa, que frequentava anteriormente. Durante um culto, o líder disse que, ao ver uma passeata gay, teve vontade de jogar o carro contra a multidão. “Achei aquilo horrível. Posso não concordar com a conduta gay, mas o Estado tem a obrigação de assegurar-lhes todos os direitos, inclusive o de manifestação”, opina.
      
Para Elias, o problema de lidar com a diversidade vai além da questão gay, incluindo também as novas formações familiares. “Vi vários casos de preconceito contra mães solteiras. Então, quando uma mulher é solteira ou separada, ela não pode ser considerada família pela igreja?”, questiona.
    
Para mudar este cenário e promover a inclusão, Elias acredita que cabe aos próprios evangélicos lutar pelo que acreditam e “adotar” líderes e representantes que estejam mais de acordo com o perfil de cada um. “O pastor da igreja que frequento é aberto ao diálogo e respeita o que eu penso. Uma nobre e gratíssima exceção neste cinturão ditatorial existente na comunidade evangélica brasileira”, afirma.
     

Índios em pé de guerra

       
Segundo informações, os Índios Assurinis estão chateados porque a PMT não está enviando a Merenda escolar para a escola da aldeia, e como o veículo da tribo está quebrado, também não tem como eles buscarem a merenda na cidade.