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quarta-feira 21 2012

Ato público contra censura ao Blog da Franssinete em frente à Câmara Municipal de Belém

No plenário da Câmara, Gabriela (filha e Franssinete Florenzano, ao lado de Sheila Faro, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará. (Foto Rui Baiano Santana) - Imagem do Blog do Hiroshi.

Com o apoio da População, da OAB e de vários vereadores de Belém, o Sindicato dos Jornalistas do Pará fez um ato de protesto contra a censura que de setores do judiciário do Pará, ao estilo dos anos de ditadura militar no Brasil, querem impor aos Blogs, a imprensa e aos jornalistas no Estado. 
   
No caso a censura teve como pretexto um processo movido contra a Jornalista Franssinete Florenzano, editora e dona do Blog da Franssinete, processo este de autoria do nefasto vereador de Belém Gervásio Morgado.
   
Nosso total apoio à Franssinete e o nosso repúdio contra a censura e o autoritarismo, ainda mais quando os atos autoritários visam proteger os maus políticos e esconder os seus atos nefastos da opinião pública.

  

Se todos os casais tivessem apenas um filho, em quanto tempo a raça humana se extinguiria?

por Marina Motomura
   
Se isso realmente acontecesse, a raça humana sumiria daqui a 2 450 anos! A lógica dessa estimativa é que, se de um casal sai só um filho, a população diminui em 50% a cada geração. 

Quem nos ajudou a chegar a esse número foi o estatístico Francisco Louzada Neto, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que fez as seguintes contas para cravar os 2 450 anos:
   
• Passo 1: achar as variáveis da equação. Numa progressão geométrica (PG), precisamos do termo inicial, do final e da razão (a medida em que os termos aumentam ou diminuem). O termo inicial é a população mundial, cerca de 6,5 bilhões de pessoas. O termo final é 1, a última pessoa que vai sobrar. E a razão é 0,5, os 50% de redução a cada nova geração. Isso tudo considerando que, dos 6,5 bilhões de pessoas, 50% são homens e 50% são mulheres.
   
• Passo 2: calcular as gerações para que os 6,5 bilhões se reduzam a 1. O resultado é 33,6 - vamos arredondar para 34, afinal não existe "meia" geração de pessoas.
   
• Passo 3: transformar o número de gerações em anos. Para isso, foi considerada uma expectativa de vida de 70 anos para cada pessoa. Multiplicando por 34, chegamos a 2 380 anos.
   
• Passo 4: somar a vida da última geração. Aos 2 380 anos, somam-se mais 70 - os anos que o último habitante vai viver. Eis o resultado final: 2 450 anos. Como estamos em 2006, a extinção da humanidade seria no ano 4456.
   
É claro que isso é apenas um cálculo aproximado. "Há outras variáveis importantes que não foram consideradas na equação, como a quantidade de casais que efetivamente se casam, a fecundidade das pessoas e se todos são heterossexuais", diz Francisco Louzada.
  

terça-feira 20 2012

Humor - Cavalo do cão...

Imagem do Blog da Franssinete.

Começou a guerra de pesquisas, ou seria guerra de mentiras?


Todo ano eleitoral é a mesma coisa, os partidos políticos deixam "escapar" os resultados de "pesquisas eleitorais", que é claro sempre beneficiam seus candidatos. 

Na verdade estas "pesquisas" não enganam ninguém, já que todos os partidos já fizeram ou estão fazendo pesquisas para uso próprio, portanto todos estão cientes de qual é a tendência dos eleitores neste momento. Através das pesquisas e de acordo com o resultado os partidos traçam estratégias e fazem alianças.
   
Como e porque os resultados das pesquisas piratas "escapam"?

A tática é simples, na verdade existem duas pesquisas, a verdadeira para uso próprio, e a maquiada para a base do partido, para o povão e para os adversários. A maquiada geralmente é divulgada "sem querer" e às escondidas, ou em reuniões fechadas por causa da Justiça Eleitoral.
   
Mas qual seriam as vantagens das pesquisas maquiadas?
  
Existem várias vantagens em maquiar pesquisas, vamos enumerar algumas:
  
1 - Tentar conquistar o voto útil. Voto útil é o voto daquele eleitor que não quer "perder o voto" e quer votar em quem ele acha que vai ganhar. Este tipo de eleitor está diminuindo a cada eleição, mas ainda existem alguns eleitores idiotas que votam desta forma.
  
2 - Desmotivar e desestabilizar os adversários e ao mesmo tempo conseguir mais alianças em troca de promessas de vantagens e cargos.
  
3 - Conseguir financiamento de campanha. Muitos empresários investem nos candidatos esperando vantagens futuras; financiar campanhas eleitorais é um bom investimento e pode render um lucro de centenas e talvez milhares de vezes o valor doado. Quanto melhor estiver nas pesquisas, mais dinheiro o candidato arrecada para a sua campanha.
   
4 - Para o candidato que está no poder, além das vantagens acima, a pesquisa maquiada ainda tem a vantagem de manter o seu grupo unido, minimizando o abandono do barco e principalmente a trairagem; como se sabe, os porões das embarcações são os primeiros a serem alagados em caso de naufrágio, neste caso os ratos são os primeiros a perceber o desastre e a abandonar o navio. 
Outra vantagem da pesquisa fajuta é garantir que o comércio continue vendendo fiado para a administração, acontece que o comerciante tem medo de vender para a administração pública em fim de mandato. Com razão eles sabem que este é um período crítico e que eles têm uma grande chance de levar o cano e ter sérios prejuízos.
    
Ano eleitoral é o ano da mentira, da enganação e da trapaça, é preciso nunca esquecer isso.
   
Qualquer pesquisa séria é feita por institutos sérios, registrados e a pesquisa tem que ser registrada na Justiça Eleitoral, que autoriza a sua divulgação pública caso esteja de acordo com as normas legais. Qualquer candidato que esteja em boa situação na preferência do eleitor não tem motivos para fazer pesquisa pirata e muito menos para não divulgar publicamente os resultados.
  
Pesquisa pirata é boa para diversão, muitas são uma verdadeira piada, mas nunca podem ser levadas a sério.
  

segunda-feira 19 2012

A morosidade da justiça e a sensação de impunidade


São inegáveis os avanços da sociedade brasileira rumo à democracia plena, no entanto as barreiras ainda são imensas quando se trata de abolir privilégios e fazer justiça quando aqueles que burlam a Lei são cidadãos ricos e/ou estão em posição de poder como agentes públicos, justamente as pessoas com maior poder para causar danos ao erário, ao patrimônio público e à sociedade. Citamos como exemplo de privilégio moralmente injustificado, o foro privilegiado para os cargos eletivos no executivo e no legislativo.
   
Criminoso é criminoso e deve ser tratado da mesma forma, sem privilégios, seja ele quem for e qual for a importância do cargo que ocupe, alías quanto mais importante o cargo que o infrator ocupe como agente público, maior deveria ser a pena e a agilidade do processo. No entanto o que vemos no Brasil é justamente o inverso.
   
Por exemplo, no Estado do Pará e apesar de resolução do CNJ, a justiça não reconhece a prioridade para ações de interesse público como, por exemplo, processos por Improbidade Administrativa e Ações Civis Públicas, que são de interesse de TODA a sociedade.
   
Qual o processo judicial é mais importante que aquele que trata do interesse público?
   
Se algum cidadão comum ou algum jurista puder nos esclarecer a este respeito, por favor, nos mande a resposta por que até o momento em que escrevemos esta matéria, ainda não conseguimos atinar com algum interesse que seja superior ao interesse da sociedade como um todo. Gostaríamos de saber por que o Poder Judiciário no Pará não considera o interesse público como prioridade no julgamento de processos por Improbidade Administrativa e Ações Civis Públicas.
   
O Folha se desculpa com o MPE
   
A propósito, gostaríamos de nos desculpar com os representantes do Ministério Público Estadual pelas críticas pela suposta não execução do TAC assinado Pelo Prefeito e o MPE, no qual em 2009 o prefeito se comprometeu em fazer o concurso público na Prefeitura de Tucuruí e exonerar os temporários contratados sem concurso público ao arrepio da Lei. Na verdade o Ministério Público Estadual fez a sua parte denunciando o Prefeito Municipal à justiça cobrando o cumprimento do TAC e a aplicação das penalidades previstas no mesmo, e na legislação vigente.
  
O problema é a morosidade da justiça, que pela sua lentidão e pelo não reconhecimento da urgência do processo e do interesse público envolvido, acaba sem querer incentivando a continuação e até mesmo o incremento da ilegalidade, aumentando assim os prejuízos ao erário público e à sociedade, e acima de tudo, causando a sensação de impunidade e o descrédito da população para com a justiça.
    
São milhares de contratados sem concurso na Prefeitura de Tucuruí, a última relação que temos em mãos é de 2011 e conta com mais de 2.500 contratados e este número aumenta a cada dia (por motivos óbvios) com a proximidade das eleições municipais. Até quando vamos tolerar este tipo de prática no Brasil?
   
Enquanto o prefeito incha a folha de pagamento de forma ilegal, faltam recursos para a manutenção dos serviços básicos prestados pela prefeitura, para a Educação e para a Saúde Pública. Quando falta recurso para a saúde pública pessoas morrem, o que pode ter mais prioridade que isso?
   
O interesse público, em qualquer situação deve ser colocado em primeiro lugar, pois as instituições são mantidas pelo contribuinte e só existem para atender e servir à sociedade.