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quarta-feira, 4 de março de 2015

Memórias da corrupção no Brasil

        
Muitas pessoas se espantam ou fingem que se espantam com os escândalos de corrupção que estão nas manchetes dos jornais, imprensa que age como se a corrupção no Brasil fosse algo novo e inusitado, grande engano, de inusitado nos escândalos atuais são apenas os processos e a prisão de políticos e empresários poderosos no Brasil, isso sim inédito no país desde o seu descobrimento.
    
Seria até hilário, se não fosse trágico, ver a disputa entre os partidos do governo e de oposição para ver quem protagonizou maiores escândalos de corrupção no Brasil. O povo brasileiro é conhecido como um povo de memória curta, característica que beneficia os corruptos, já que um novo escândalo abafa os anteriores e tudo é esquecido.
   
Por isso é bom que as pessoas se lembrem dos escândalos anteriores para que percebam que o Brasil na verdade evoluiu, não tanto como gostaríamos, mas evoluiu bastante. Sou da época em que os governos controlavam todas as informações e tinham o monopólio da mídia, época em que os prefeitos de Tucuruí, por exemplo, mandava comprar todos os exemplares de jornais de Belém que circulavam em Tucuruí, sempre que era publicada uma reportagem negativa sobre seus governos. Graças a Deus a Internet quebrou este monopólio e hoje a população tem acesso a todas as informações, hoje só é desinformado quer quer.
   
Vamos então nos lembrar de alguns dos grandes escândalos de corrupção no Brasil, escândalos estes que foram engavetados e abafados pelos poderosos e que quase caíram no esquecimento.
   
Sivam: Logo no início da gestão de FHC, denúncias de corrupção e tráfico de influências no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) derrubaram um ministro e dois assessores presidenciais. Mas a CPI instalada no Congresso, após intensa pressão,foi esvaziada pelos aliados do governo e resultou apenas num relatório com informações requentadas ao Ministério Público.
   
Pasta Rosa: Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise dos bancos Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial (SP). Através do Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer), FHC beneficiou com R$ 9,6 bilhões o Banco Econômico numa jogada política para favorecer o seu aliado ACM. A CPI instalada não durou cinco meses, justificou o “socorro” aos bancos quebrados e nem sequer averiguou o conteúdo de uma pasta rosa, que trazia o nome de 25 deputados subornados pelo Econômico.
   
Precatórios: Em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua no pagamento de títulos no Departamento de Estradas de Rodagem (Dner). Os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios para a quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à União de quase R$ 3 bilhões. A sujeira resultou na extinção do órgão, mas os aliados de FHC impediram a criação da CPI para investigar o caso.
   
Compra de votos: Em 1997, gravações telefônicas colocaram sob forte suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiria a reeleição de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do PFL do Acre, teriam recebido R$ 200 mil para votar a favor do projeto do governo. Eles renunciaram ao mandato e foram expulsos do partido, mas o pedido de uma CPI foi bombardeado pelos governistas.
   
Desvalorização do real: Num nítido estelionato eleitoral, o governo promoveu a desvalorização do real no início de 1999. Para piorar,socorreu com R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam – ambos com vínculos com tucanos de alta plumagem. A proposta de criação de uma CPI tramitou durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada por pressão da bancada governista.
   
Privataria: Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros(*), ministro das Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do banco. Eles articulavam o apoio a Previ, caixa de previdência do Banco do Brasil, para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o tucano Pérsio Árida. A negociata teve valor estimado de R$ 24 bilhões. Apesar do escândalo, FHC conseguiu evitar a instalação da CPI.
   
CPI da Corrupção: Em 2001, chafurdando na lama, o governo ainda bloqueou a abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra a sua triste gestão. Foram arrolados 28 casos de corrupção na esfera federal, que depois se concentraram nas falcatruas da Sudam, da privatização do sistema Telebrás e no envolvimento do ex-ministro Eduardo Jorge. A imundice no ninho tucano novamente ficou impune.
   
Eduardo Jorge: Secretário-geral do presidente, Eduardo Jorge foi alvo de várias denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-dois para a reeleição de FHC; lobby para favorecer empresas de informática com contratos no valor de R$ 21,1 milhões só para a Montreal; e uso de recursos dos fundos de pensão no processo das privatizações.
   
Conclusão: Nenhum destes escândalos foram apurados, pelo contrário, todos foram abafados e engavetados. 
   
Que estes processos e estas investigações continuem e que mais políticos e empresários ricos e poderosos continuem sendo processados e presos, não só na esfera Federal, mas também nas esferas estaduais e municipais.
   

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