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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Alepa - Fim do “Dedo-duro” abriu porteira para as fraudes

PAGAMENTOS

Programa que garantia segurança da folha de pessoal foi extinto em 2003

O promotor de justiça Nelson Medrado, da Promotoria de Improbidade Administrativa, disse ontem que o avanço das investigações levou ao convencimento de que as fraudes no sistema da folha de pagamento da Assembleia Legislativa do Pará começaram em 2003, início da administração do atual senador Mário Couto (PSDB), e tiveram continuidade com a gestão de Domingos Juvenil (PMDB), a partir de 2007. 

A suspensão do programa de segurança "Dedo-duro", que acusava fraudes na folha, em 2003, e o compartilhamento da senha para a manipulação do sistema da folha, em 2007, abriram o caminho para o desvio de recursos, segundo o promotor.

Medrado também informou ontem que o confronto das informações oficiais da folha com os extratos do Banpará que apontaram a diferença de R$ 8 milhões, entre os anos 2000 e 2010, apontou que o esquema fraudulento ocorreu de 2003 a 2010, sendo que, nos anos anteriores, na gestão do deputado Martinho Carmona (PMDB), as diferenças entre a folha e o efetivamente pago foram de poucos reais.

Medrado colheu ontem o depoimento de João Carlos Rufino, ex-chefe do Departamento de Pessoal entre 1º de fevereiro de 1995 e 31 de janeiro de 2003, nas gestões dos ex-presidentes Zenaldo Coutinho (PSDB), Luiz Otávio Campos (PMDB) e Martinho Carmona (PMDB). 

A estimativa é de que as irregularidades sangraram os cofres públicos em R$ 1 milhão por mês. Rufino relatou que o "dedo-duro" identificava todos os acessos feitos à folha, indicando usuário, a data e a aletração cadastral realizada. 

O programa de controle foi elaborado pela equipe do Centro de Processamento de Dados da Casa, permitindo a auditagem mensal da folha pelo setor de pessoal e pela Diretoria Fiannceira. Um relatório mensal da evolução da folha era remetido à presidência da Assembleia para análise. 

Rufino garantiu em depoimento que todas as alterações realizadas na folha de pagamento eram conhecidas pela direção de pessoal e pela Mesa Diretora da Alepa.

Fonte: O Liberal.

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