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domingo, 2 de março de 2014

Desilusão...

               
Muitas vezes ao ver nos telejornais, nos documentários e mesmo pessoalmente, a que ponto pode chegar a maldade e a crueldade do ser humano, e perceber o quanto ainda somos primitivos moral e eticamente, dá uma tristeza imensa, e eu me pergunto se vale a pena viver neste mundo tão desumano, corrupto e cruel.
    
Quando eu assisti, por exemplo, aos vídeos dos carteis das drogas no México torturando e degolando a sangue frio uma jovem e uma criança indefesas, eu fiquei terrivelmente chocado e triste. Nestas horas a gente se questiona se realmente vale a pena viver em um mundo como este.
   
Só que este é apenas um lado da moeda, ao lado de tanta miséria e crueldade também tem os exemplos grandiosos de amor e devotamento ao próximo, atitudes heroicas de pessoas anônimas, ou não, que se dedicam 24 horas por dia no serviço pelo bem da humanidade, e são capazes de sacrificar a própria vida por amor ao próximo.
   
Acredito que devemos sempre trilhar o caminho do meio, caso não sejamos "demônios" ou "santos" não devemos optar pelos extremos, a não ser que esta seja a nossa natureza e tenhamos forças para suportar as consequências, pois todo extremo tem consequências extremas.
   
Seja qual for o caminho escolhido não temos como evitar o sofrimento, no entanto o caminho digno certamente pode abreviar e tornar o sofrimento mais suportável, o contrário do mal e da crueldade que prolonga e aumenta as nossas dores. Digo isso não por questões ou dogmas religiosos, mas por acreditar na Lei universal de causa e efeito. Quem planta vento colhe tempestade, a colheita é muito maior que o plantio, você planta um grama de sementes e colhe cem vezes mais, isso é fato. A escolha é nossa, se plantamos trigo ou urtiga. A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.
  
O homem de conhecimento tem de saber ver sob todos os ângulos, conhecer a miséria e o heroísmo humano, e principalmente saber lidar com isso, não permitindo que o mal o paralise e o faça desanimar e desistir da luta e da vida. A descrença para com a vida ocasionalmente é benéfica, um sinal de que estamos vivos e ainda temos humanidade e sentimentos, pois nos mostra a realidade, o quanto somos imperfeitos e que precisamos mudar a nossa vida, o nosso mundo e precisamos urgentemente evoluir.
   
A evolução é a única forma de mudarmos o mundo, em matéria de ética e moral estamos pouco mais evoluídos que os homens das cavernas e os animais. Evoluir cientifica, tecnológica e materialmente, é muito importante, mas a evolução fica incompleta sem a evolução moral e ética.
   
Ficar temporariamente triste e desmotivado com a vida é normal, mas não podemos desistir e devemos seguir em frente. Este é o objetivo dos ensinamentos dos verdadeiros mestres, mostrar a realidade, mas ao mesmo tempo nos dar o conhecimento e a força para mudarmos esta realidade e evoluir. Geralmente nos comportamos como crianças e colocamos a mão nos olhos para não vermos a ameaça, como se ignorar a realidade pudesse nos proteger dos perigos.
  
Um comportamento interessante deste tipo podemos ver no trânsito, tem gente que ao atravessar uma rua vira a cabeça para outro lado como se isso fosse impedir que os motoristas o atropelassem, eles viram o rosto para não ficarem com medo dos carros e assim eles ficam ainda mais vulneráveis, a sensação de segurança é falsa e perigosa, pois torna o pedestre ainda mais indefeso.
  
O mestre percebe a cegueira do aprendiz e lhe mostra a realidade, isso choca e desanima o aluno no primeiro momento, mas em sequencia lhe torna mais forte e consciente. O conhecimento é inimigo do medo, e a ignorância sua maior aliada.
  
O suicídio é um passo no precipício, pois você apenas troca uma realidade por outra realidade desconhecida e que pode ser muito pior que esta, seria à toa o nosso medo instintivo de morrer?
  
Não tem lógica alguma querer morrer, já que a morte é inevitável, então para que abreviar a vida? Faz muito mais sentido lógico (não é religião) amar e cuidar do nosso corpo até o fim, e então encarar o desconhecido de cabeça erguida e de consciência limpa.
  
Se existir outra vida entraremos nela pela porta da frente como um soldado que cumpriu a sua missão e sabe que terá a sua bravura reconhecida, ou pela porta dos fundos como um covarde desertor temendo a vergonha e as consequências dos seus atos.
  
Se não existir nada depois da morte (é uma possibilidade) então tanto faz não é mesmo? Você nem vai tomar conhecimento do que aconteceu e não vai ter como se arrepender...
  
Mas não é bem assim, pois ao viver com dignidade e honra, no mínimo você deixará bons exemplos, na sua partida o mundo será um lugar um pouquinho melhor do que era quando você nasceu, o seu exemplo guiará seus descendentes e você viverá para sempre em suas memórias e dentro deles através dos seus genes. Através dos seus atos e dos seus descendentes você se torna imortal.
  
Lembrem: Lei de ação e reação, nenhum dos seus atos por menor e sem importância que possa parecer, para o bem e para o mal, deixará de causar reações, cujas consequências são imprevisíveis através do tempo e espaço (efeito borboleta).
  
A consciência da realidade da natureza humana e de nós mesmos é o primeiro passo para o conhecimento.
  
Texto de autoria do Editor do Folha de Tucuruí. 
  

Um comentário:

  1. muito bonito o texto.
    vc foi bem criativo e verdadeiro.
    mas só existe um caminho para todo este sofrimento humano.....JESUS CRISTO.
    Eu afirmo a todos

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