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domingo, 19 de outubro de 2014

Esquema com cheque moradia se espalha pelo Pará

Governador Jatene (PSDB)
Denúncias de irregularidades em Ponta de Pedras, no Marajó, mostram como desvios no programa alcançam vários municípios: em troca de votos.
     
De Ponta de Pedras a Ananindeua: recibos do Cheque Moradia levantados pelo DIÁRIO mostram beneficiários de Ponta de Pedras recebendo material de construção de uma loja em Ananindeua e outros citam a própria prefeitura como fornecedora de material para construção, numa prova dos desmandos e dos desvios dos benefícios para fins eleitoreiros.
Denúncias de irregularidades em Ponta de Pedras, no Marajó, mostram como desvios no programa alcançam vários municípios: em troca de votos, improbidades imperam
DA REDAÇÃO
            
O uso eleitoreiro do Cheque Moradia, que deveria ser um meio de melhorar a vida das pessoas através da construção, ampliação ou melhoria das casas dos beneficiários, contaminou por completo o programa. No interior do Estado, além de funcionar como máquina de compra de votos em favor da recandidatura do governador Simão Jatene, o programa vem ludibriando centenas de famílias e frustrando o sonho da tão desejada casa própria. No caso do município marajoara de Ponta de Pedras, a vida das famílias contempladas mudou para pior.
              
O governador Simão Jatene juntou-se à sua correligionária e prefeita de Pontas de Pedras, Consuelo Castro (PSDB), para anunciar a entrega de dezenas de Cheques Moradia a famílias carentes da cidade, num investimento de R$ 846 mil, segundo o próprio Jatene. Hoje, seis meses depois, a dona-de-casa Sônia Ferreira denuncia uma série de irregularidades cometidas pelo governo do Estado, através da Companhia de Habitação do Pará (Cohab) - que, além de não construir e reformar, ainda sumiu com a maior parte do material que deveria ser utilizado nas obras das residências.
               
Em maio passado, o governador esteve no município em campanha e entregou simbolicamente cinco Cheques Moradia no valor de R$ 7,8 mil cada. No dia seguinte, Consuelo Castro mandou recolhê-los sob a alegação que todos teriam que ser distribuídos juntos. “Nós assinamos o cheque e aí em seguida a prefeita Consuelo entrou em ação falando que tínhamos 30 dias para utilizar. Caso contrário eles perderiam a validade e pagaríamos uma multa grande para a Cohab”, revela.
            
Assustados, os beneficiários entregaram os cheques a um homem chamado Erivélton, que se comprometeu a trocá-los - já que, segundo ele, em Ponta de Pedras não existiam estabelecimentos cadastrados no programa da Cohab. Na verdade, o intermediário repassou novamente os cheques para a prefeitura, que foi quem acabou fornecendo o material, conforme mostra cópia do recibo assinado por Sônia Ferreira (ver ao lado), afirmando que recebeu da prefeitura de Ponta de Pedras “R$ 7.800 devidamente convertidos em material de construção do Programa Cheque Moradia”.
             
No recibo, um quadro discrimina os materiais: pá, enxada, enxadeco, baldes, carrinho de mão, quatro treliças, balde impermeabilizante, dois quilos de pregos e 179 sacas de cimento. O documento ressalta que, no ato da assinatura, foram entregues 100 sacas de cimento e que as outras 79 sacas “serão entregues impreterivelmente até o dia 20 de agosto de 2014”, o que não aconteceu. O recibo foi emitido pela empresa Quaresma Construções e Comércio, localizada na Estrada da Providência, na Cidade Nova II, em Ananindeua, e está assinado por Ana Maria Quaresma, proprietária do estabelecimento.
                
Fica a pergunta: quem afinal forneceu o material foi a prefeitura de Ponta de Pedras ou a empresa de Belém? Se o beneficiário tem a prerrogativa de escolher onde comprar o material, como o cheque de Sônia foi parar num estabelecimento de Ananindeua? A mesma situação com a dona de casa Rosa Maria Pantoja do Espírito Santo, o que demonstra o direcionamento feito pela prefeitura para a loja da Cidade Nova.
              
Ana Cláudia Tavares, funcionária da prefeitura de Ponta de Pedras, é a coordenadora do programa no município e se comprometeu a agilizar as construções com os beneficiários. “Quando eu fui cobrar dela o que ela prometeu, ela foi ao Ministério Público dar queixa de agressão contra mim, mas eu nunca a agredi. Fui apenas cobrar o meu cheque, que eu assinei e veio em meu nome e até agora nada. Assinei tudo que me pediram e não recebi o material combinado”, revela Sônia.
            
           

5 comentários:

  1. Quando o tio san estiver fazendo isso aqui também, nos avisem, quero ganhar meu cheque de boas pra depois votar no Helder, é 15 nesses felas!

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  2. Vou tomar aquele porre aecio neles!!

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    1. Faz sentido, aproveita e cheira bastante também... kkkk.

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    2. É tá certo, só bêbado e doidão pra votar no arrocho...

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  3. O povo do prefeito estão desesperado na rua mentindo pra ver se muda a cabeça dos eleitores.mas eu tenho quase certeza que agora nós vamos dar 3 por 1 nesse jatene

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