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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Faculdade Gamaliel compromete-se a adotar medidas reparatórias em relação a alunos de curso irregular de enfermagem

Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o MPF prevê medidas reparatórias tanto para o caso de a faculdade conseguir aprovação do curso no MEC quanto para o caso de o curso não ser autorizado.
                
A entidade que mantém a Faculdade Gamaliel (Faculdade de Teologia, Filosofia e Ciências Humanas Gamaliel - Fatefig), com sede em Tucuruí, no sudeste do Pará, assinou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal (MPF) para minimizar os prejuízos provocados aos alunos do curso de graduação em enfermagem promovido pela faculdade sem autorização do Ministério da Educação (MEC).
                     
O TAC prevê formas de compensações aos alunos tanto para o caso de o MEC vir a autorizar o curso, quanto para o caso do curso não vir a ser autorizado. A graduação em enfermagem promovida pela Fatefig foi suspensa pela faculdade no final de 2013, logo após o MPF ter recebido as primeiras denúncias sobre a irregularidade e ter passado a investigar o caso.
             
O pedido de autorização do curso está em fase final de análise pelo MEC. O MPF concedeu o prazo de 60 dias para o início das medidas reparatórias, uma vez que a natureza das obrigações assumidas pela Fatefig variará conforme a resposta do MEC sobre o pedido de autorização do curso de enfermagem.
              
Caso o curso venha a ser autorizado pelo MEC, os alunos que estavam matriculados no curso irregular poderão optar por fazer a inscrição no curso regularizado. Nesta hipótese, todos os recursos pecuniários investidos por eles no curso irregular terão que ser aproveitados no curso autorizado. Por outro lado, as aulas e outras atividades acadêmicas realizadas no curso irregular deverão ser desconsideradas, já que não havia autorização para seu funcionamento.
                  
Se o curso vier a ser autorizado mas o aluno não quiser matricular-se na Fatefig, o estudante terá direito a receber de volta todo o dinheiro que investiu no curso irregular, com correção pelo INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Além disso, se houver interesse por parte do aluno, a Fatefig custeará sua participação em um processo seletivo para curso presencial de graduação em enfermagem em instituição do Estado do Pará credenciada pelo MEC. O pagamento dessa participação deve incluir taxas de inscrição para o vestibular e despesas com transporte, deslocamento, hospedagem e alimentação.
                  
Em caso de não autorização – Se o curso de enfermagem da Fatefig não for autorizado pelo MEC ou se a avaliação do MEC não for publicada dentro de 60 dias, o TAC prevê que a faculdade deverá ressarcir os alunos de todos os prejuízos materiais que eles tiveram, com correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
       
Deverão ser ressarcidas as mensalidades e as taxas (do vestibular, das matrículas etc), bem como outros valores gastos pelos alunos, como eventual aquisição de materiais. A partir do momento em que o aluno prejudicado preencher requerimento com pedido de ressarcimento, a faculdade terá 30 dias para fazer o pagamento.
     
Além disso, os alunos interessados também terão direito ao custeio da participação em um processo seletivo para curso presencial de graduação em enfermagem em instituição credenciada pelo MEC no Estado do Pará.
    
Ressarcimento aos candidatos que prestaram vestibular – O TAC prevê também que a Faculdade Gamaliel deverá devolver os valores cobrados a título de inscrição aos candidatos que prestaram o vestibular para o curso de enfermagem e que não conseguiram aprovação. Neste caso, a Fatefig obrigou-se a procurar os indivíduos nesta situação e a comunicá-los do procedimento para a devolução dos valores.
     
O TAC foi assinado pelo representante legal do Centro Educacional e Cultural da Amazônia (Cecam/Fatefig), Océlio Nauar Araújo, pelo advogado do Cecam e da Fatefig, Joniel Vieira de Abreu, e pelo procurador da República Paulo Rubens Carvalho Marques.
    
    
Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação
(91) 3299-0148 / 3299-0177 / 8403-9943 / 8402-2708

6 comentários:

  1. a faculdade gamaliel foi infeliz ao iniciar um curso sem autorização do mec, esta "brincadeira" causou grandes danos à vidas de todos nós que somos alunos, não foi apenas financeiro e sim psicológico, brincaram com nossos sonhos, nos privaram de buscar novas oportunidades pelo fato de estarmos completamente comprometidos com o curso...1 ano de nossas vidas perdido, muitos deixaram seus familiares, filhos e etc em casa enquanto iria estudar com a finalidade de alcançar e realizar um sonho, e nossos colegas que vinham todas as noites de municípios vizinhos como Breu e Goianésia, correndo riscos nas estradas altas horas da noite, isto dinheiro algum vai pagar. VERGONHA E REVOLTA das duas turmas de enfermagem. Além de trabalhar durante o dia para arcar com a mensalidade no fim do mês, curso caro e sem valor ao mesmo tempo!

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    1. Antes pagar um cursinho, passar no vestibular e ir estudar na UEPA.

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    2. Você foi muito elegante em afirmar que a Gamaliel foi infeliz ao iniciar um curso sem autorização do MEC. Na realidade ela foi desonesta e irresponsável ao agir criminosamente contra a boa fé e os sonhos de nossos jovens. Em qualquer país medianamente sério, seus diretores já estariam pregando na prisão, não como visitantes, mas, sim, hospedados.

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    3. Mas estamos na América do Sul -> Brasil -> Pará -> Tucuruí. Ou seja... um local extremamento propício para esse tipo de coisa. Viva a impunidade!

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  2. Esse povo só quer "tirar" diploma de enfermeiro na moleza!! Não ficariam uma semana na UEPA ou em qualquer outra instituição pública porque lá sim é puxado e os alunos são cobrados. Seu eu morasse em Tucuruí não deixaria um profissional formado na "Faculdade Gamaliel" ou na Anhanguera enfermagem ead" me atender. Por isso que a saúde no Brasil tá um caos e uma porcaria!!!

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    1. kkkkk belissimo comentário, concordo plenamente.

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