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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Enquete - Por quê o PMDB virou um laranjal?

                                   
Antes de lançar a enquete sobre o laranjal peemedebista, vamos esclarecer algumas coisas sobre os bastidores do partido no Pará e em Tucuruí.
                          
Em primeiro lugar o PMDB é um partido comandado por caciques políticos, cuja "elite" é a família Barbalho. Dentro da família barbalho existem três vertentes, a primeira é composta pelo cacique mor Jader Barbalho e sua esposa atual Dep. Simone Morgado, a segunda vertente é composta pelo Helder e sua mãe Dep. Elcione e a terceira é composta pelo Dep. Priante. Esta tríade comanda e é dona do PMDB paraense. Notem quantos membros da família tem mandato ao mesmo tempo, parece que no Pará estamos na velha era do coronelismo.
                        
Apesar de serem da mesma família, estas vertentes "brigam" e disputam poder entre si e muitos não se toleram, mas permanecem "unidos" pelo dinheiro, poder e sobrevivência.
                           
O ex-deputado Parsifal Pontes é muito "próximo" ao cacique mor Jader Barbalho, o qual costuma ouvir o Parsifal, no entanto é bom que fique claro que ouvir não é acatar e obedecer, pois Jáder é muito independente e prepotente, não abrindo mão de impor a sua vontade aos que o rodeiam e estão sob sua influência. Já o Helder, segundo comentários de pessoas próximas, não se entende muito com o pai e não gosta muito do Parsifal, mas o tolera em respeito ao Jader e também pela inegável influencia política do Parsifal dentro da politica paraense, no PMDB e outros partidos, e pela sua "esperteza", que chega a ser maquiavélica pela forma com que consegue induzir e manipular as pessoas e as situações em proveito próprio e do seu SELETO grupo.
                           
O Dep. Priante é quase "independente", um caso à parte, ele cuida mesmo é da sua vida e da sua carreira política, não liga muito para as brigas dos primos e do tio e ignora o Parsifal.
                          
Parsifal desistiu (por enquanto) de exercer mandato legislativo e desistiu definitivamente de ser prefeito, até porque as campanhas políticas são cansativas e dispendiosas e Parsifal tem a saúde delicada, não gosta de gastar dinheiro e bajular eleitor pobre.
                  
No entanto quem pensa que Parsifal e Cláudio Furman são cartas fora do baralho na política tucuruiense e que, portanto a fonte secou para eles está redondamente enganado, muito pelo contrário, esta é a melhor fase para eles e Tucuruí permanece uma mina de ouro para os velhos caciques de Tucuruí. A parasitose política é difícil de ser erradicada.
                     
Parsifal
                      
Vejamos no caso do Parsifal ele continua tendo grande influencia na politica local e influencia é sinônimo de vantagens políticas e econômicas. Parsifal e varias pessoas do seu círculo político continuam a se beneficiar da Prefeitura de Tucuruí, através de alugueis de carros, de imóveis, de nomeações para cargos públicos estaduais e municipais, venda de combustíveis e pelo aluguel de laranjas nas eleições municipais e financiamentos de campanha até mesmo em outros municípios. 
                 
Então Parsifal atualmente tem quase todas as vantagens de ser prefeito de Tucuruí, mas sem nenhum risco, sem assinar nada, sem se comprometer pessoalmente, sem cometer crimes contra a administração pública e sem risco de ser processado e preso. Ele se dá bem e ainda por cima "agasalha" sua turma, realmente uma situação muito confortável. 
             
Outra coisa, se o Sancler tem documentos e provas contra o ex-prefeito, Parsifal também tem documentos e provas contra o Sancler. É bom lembrar que o Jader tem grande influencia dentro do TCE, da Justiça Paraense e excelentes advogados.
         
Cláudio Furman
                      
Os Furmans (Ex-PTB) fora da prefeitura e ao se filiarem no PMDB se tornaram candidatos e laranjas profissionais, residem em outras cidades, mas voltam para Tucuruí de dois em dois anos para se candidatarem. 
            
Laranjal, um bom negócio.
              
Uma campanha politica, ainda mais quando não se busca ganhar, mas somente "participar", é um ótimo negócio, não só pelas vantagens de colocar o PMDB a serviço dos interesses políticos do Prefeito, mas pelas contribuições dos empresários, pelas polpudas sobras de campanha e pelas farras e gastanças à custa dos outros. Já para o "comprador de laranjas" a vantagem é uma eleição mais fácil e menos cara, ou seja, comprar laranja do PMDB evita muito trabalho e despesa.
                
Bom depois deste preâmbulo vamos à Enquete: 
              
Pergunta: Qual é o motivo do PMDB querer lançar mais um laranja como candidato a prefeito de Tucuruí sabotando outras candidaturas viáveis?
                   
1 - Parsifal e os Furnans não querem largar a teta da PMT e por isso entregam o PMDB ao prefeito?
                
2 - Os Pompeus e os Barreirinhas querem continuar a alugar imóveis, carros e continuar a ganhar licitações de combustíveis, vender e prestar serviços para a PMT e Câmara Municipal?
                 
3 - Parsifal e aliados no diretório municipal do PMDB querem se dar bem com o Sancler e querem parasitar a PMT e outros órgãos públicos?
               
4 - O PMDB acha que governar Tucuruí dá muito trabalho, processo na justiça e gasto com advogado, e que é mais fácil e dá mais lucro plantar laranja e alugar o partido?
                    
A enquete está na barra lateral direita, estamos aguardando a sua opinião.
                              

3 comentários:

  1. agora me deu medo.abra os olhos jones wilian.vc esta esta entrando em ninho de serpente.

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  2. Muito boa a leitura dos fatos. Concordo em parte.

    O Momento político hoje é outro.
    O Sancler não tem capital politico para fazer o seu sucessor. Todas as pesquisas mostram isso inclusive a pesquisa feita pelos seus aliados. Seu candidato a sucessão é fraco. Seu poder de influênciar votos pior ainda.

    Se fosse só o interesse do Jones que tivesse em jogo, até poderia concordar com vcs.

    Mas o interesse neste momento de ter um palanque competitivo em Tucuruí com chances de vitória é do Helder. O que é superior ao interesse do Parsifal, Claudio e companhia.

    Neste sentido: Como seu capital politico está desgastado o Sancler tenta desarticular as candidaturas com chances de vitória.





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  3. O momento é outro, mas a arapuca é a mesma. Sancler não morreu e tem capital politico sim, apesar de estar NO MOMENTO muito desgastado. Mas além do capital politico Sancler tem e vai continuar tendo capital financeiro, enquanto tiver as chaves dos cofres da PMT ele tem dinheiro.
    Agora vamos analisar Tucuruí do ponto de vista eleitoral: Nós somos uma cidade importante não pelo eleitorado e sim pela arrecadação (grana).
    Segundo a Folha de São Paulo e de acordo com os gastos de campanha nas últimas eleições no Pará, o voto paraense custa R$ 12,37 cada, e Tucuruí tem 72.492 eleitores (segundo o TSE), isso quer dizer que o eleitorado de Tucuruí custa R$ 896.726,04, ou seja, os 72.492 eleitores do município custam R$ 896.726,04 em gastos de campanha.
    Se o Sancler, e seus "empresários" (para o hôme invasor da Praça do Rotary isso é mole), investirem “apenas” um milhão (que para eles é troco) na campanha do Helder, já é lucro para o barbalhinho entregar Tucuruí, ainda mais que ele já tem um bom eleitorado na cidade com ou sem palanque, como demonstrou na eleição passada. Então para o Helder como candidato a governador, o peso de Tucuruí é mínimo.
    Por outro lado, hoje a elite do PMDB em Tucuruí e região está se dando bem com o Prefeito Sancler, são inúmeros cargos estaduais e municipais e milhões em negócios com a Prefeitura e o Parsifal que não é bobo, deve participar da festa. Então para que mexer em um time que está ganhando, e mais, está dando lucro?
    Mas e se o PMDB tiver a chance de fazer o prefeito, não seria melhor para o Parsifal e sua turma? Depende, com Sancler e seu sucessor, a teta e a locupletação é certa por muitos anos, devido aos interesses e o comprometimento mútuo, no entanto com outro candidato, mesmo do PMDB, o acesso à teta fica incerto e duvidoso, suponha, por exemplo, que o candidato do PMDB não queira "repartir o pão" ou os “lucros” como preferirem, ou pior ainda, se o cara quiser dar uma de honesto? Aí é o fim do mundo, pois a teta seca e as crianças ficam sem o "leitinho".
    Então por uma questão de lógica e matemática, os caciques do PMDB na região devem preferir a grana a fazer o prefeito pelo PMDB, e com a grana poderão “conseguir” votos em outros municípios da grande Belém que tem um eleitorado muito grande e onde o Helder foi fraco na votação, e ao mesmo tempo permitir que a elite do PMDB na região de Tucuruí continue mamando e se refestelando na administração do Sancler. Desta forma a elite do PMDB (os barbalhos e Parsifal) mata dois coelhos de uma cajadada só, angaria recursos para a campanha do Helder na grande Belém e região onde ele perdeu, e ao mesmo tempo garante as tetas da PMT para seus cortezões e áulicos, por no mínimo mais quatro anos. Enquanto isso o candidato traído e o povo fazem o papel de bobos da corte e pagam a conta.
    Em nossa opinião se o Jones quiser ter uma chance de ser prefeito de Tucuruí terá que mudar de partido porque este é a maior roubada (literalmente), e deve sair o mais rápido possível para não perder mais tempo e sofrer mais desgaste, e se o PMDB quiser poderá indicar o vice (se eles tiverem algum), se não quiserem é só mandar os barbalhos e o Parsifal colocar a arapuca que eles chamam de partido onde eles quiserem.

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