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sábado, 21 de novembro de 2015

PMDB, uma arapuca e um balcão de negócios

Estamos publicando uma gravação do Cristiano Arrais, Presidente do PV em sua fala no Programa Tucuruí Agora, em que o mesmo critica indignado e de forma veemente a postura do PMDB que se coloca como um balcão de negócios e uma arapuca em Tucuruí.
     
Não julgamos o PMDB por ser um partido venal, se a cúpula do partido quer alugar ou vender a sigla o problema é deles e dos seus filiados, o problema é que o PMDB em Tucuruí, além de um balcão de negócios, se tornou uma verdadeira arapuca.
     
Quando chega à época de eleições municipais, o partido procura o candidato com maior potencial e mais capital eleitoral e o atrai para a sigla com promessas de que o mesmo será candidato do partido a prefeito municipal e contará com total apoio para a sua campanha. 
      
Para tornar a "proposta" mais atraente e crível, o político incauto é levado a participar de reuniões com os caciques do partido como o Parsifal Pontes, Helder Barbalho e até com o próprio Jader Barbalho. Depois de conquistar a confiança do politico e depois da filiação do mesmo, começam as reuniões e negociações políticas com os adversários do candidato, no caso de Tucuruí com o Prefeito Sancler, interessado em se reeleger (no caso da eleição passada) e agora interessado em eleger seu sucessor. Sancler está com muitos problemas para eleger seu sucessor nas eleições municipais, entre estes problemas se destacam:
     
1 - O candidato do Sancler é muito "pesado" e o prefeito está com baixa popularidade, o que requer um gasto muito grande nas eleições.

2 - Os outros candidatos lançados por "balões de ensaio" como 2ª opção ao candidato do prefeito também não decolaram.

3 - A Prefeitura de Tucuruí está falida e o prefeito responde a dezenas de processos na justiça, o que o deixa desesperado para eleger seu sucessor e garantir a sua defesa pelos melhores e mais caros advogados à custa dos cofres públicos.

4 - O candidato de oposição está bem situado em Tucuruí, e se tornou uma grande ameaça aos planos políticos e pessoais do prefeito, assim como à sua própria liberdade.
    
Desta forma, a melhor solução para o Prefeito seria neutralizar e destruir a candidatura do seu adversário a qualquer preço, então seu candidato "concorreria" com um candidato laranja, e é ai que entra o PMDB.
    
Vários políticos influentes do PMDB em Tucuruí e região se beneficiam diretamente da Prefeitura de Tucuruí, podemos destacar o Pompeu e família (com liderança politica em Cametá), que alugam inúmeros imóveis para a Prefeitura e para o Governo do Estado (além de exercerem cargos públicos), e tem também o Barreirinhas ex-prefeito de Breu Branco e família, que tem negócios milionários com a Prefeitura de Tucuruí, como por exemplo, venda de combustível e aluguel de veículos e máquinas para a PMT entre outros.
    
Tem também o ex-prefeito Parsifal Pontes cuja prestação de contas da sua administração está engavetada na Câmara Municipal, esta prestação de contas pode ser aprovada ou rejeitada dependendo da ordem do Prefeito Sancler Ferreira (PPS). Parsifal está nas mãos do Sancler.
       
Como podem ver o comprometimento da cúpula do PMDB é grande, e tem também parte do diretório municipal, pessoas habituadas a parasitar órgãos públicos e políticos no poder, e tem ainda os pré-candidatos a laranja do PMDB, que mesmo sem chances de se elegerem, estão de olho nas sobras de campanha e nas vantagens pela venda do partido.
     
A ARMADILHA
      
Com o politico preso em sua teia, começa a sabotagem da candidatura e o desmonte da imagem da vítima, agora transformada em mercadoria. Primeiro lançam dúvidas sobre a candidatura do politico na mídia local e através dos boateiros profissionais, nesta fase atual em Tucuruí, já lançaram até a candidatura da esposa do Parsifal, um verdadeiro absurdo, mas que serve aos propósitos dos venais. Nas eleições passadas chegaram a seguir o candidato Gualberto, que era a vítima da época, em suas andanças pela cidade. Mal o Gualberto saia de uma reunião com a população e com outros partidos políticos, e lá vinha o laranja e os membros venais do diretório do PMDB desmentindo tudo o que o Gualberto dizia e destruindo suas articulações políticas.
           
Com a imagem de um politico que não será candidato, com uma imagem de um politico fraco e mentiroso forjada pelos vendidos, a tendência da vítima é perder credibilidade e capital eleitoral, o que inviabiliza a sua candidatura concretizando a venda do partido, o lucro dos "comerciantes" e a eleição do "comprador".
              
Que a cúpula do PMDB negocie o partido isso é problema deles, o que não podemos aceitar de forma alguma é a armação, a enganação e a “política” rasteira, imoral e de baixo nível que se faz para destruir a candidatura e o capital politico das pessoas visando apenas vantagens pessoais, assim como comprometendo a disputa eleitoral e a igualdade de condições dos demais candidatos.
            
Os partidos políticos são constituídos para chegarem ao poder e ao governar implantar o seu projeto político, está é a finalidade de um partido político de verdade em uma democracia, já no poder o dinheiro, licito ou não, é apenas uma consequência. 
           
No caso do PMDB em Tucuruí o objetivo do partido foi desvirtuado, eles não querem nem mesmo o poder, pulam esta parte (que dá muito trabalho) e vão direto para as vantagens pessoais, e isso é uma verdadeira aberração que deve ser repudiada e execrada pela população e pelas pessoas sérias e de bem. 
              
Esta postura do PMDB é uma demonstração de uma enorme decadência ética e moral mesmo para os padrões da política brasileira, e uma vergonha para um partido que mal ou bem, faz parte da história de Tucuruí.
                 
Ouçam o que disse o Cristiano Arrais no programa Tucuruí Agora.
             
                          

Um comentário:

  1. Muito boa explanação sobre o jogo político local! Pena que a população fica totalmente à margem dessas negociatas e compra o que lhes é mostrado!

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