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sábado, 31 de maio de 2014

Barbosa sai de cena...

Editorial Equipe Folha


Os corruptos do Brasil devem estar nas nuvens de tanta felicidade, nunca as circunstâncias lhes foram tão favoráveis. Enquanto os Brasileiros se preocupam com a copa, com a FIFA, com a corrida presidencial e com salvadores da pátria, se esquecem da eleição de 26 governadores, de centenas de Deputados Estaduais, Federais e Senadores.
       
É incrível a capacidade destas quadrilhas de criar cortinas de fumaça e manipular a opinião pública, desviando a atenção do povo de acordo com os seus interesses e conveniências. Neste caso temos que reconhecer a inegável competência estratégica dos corruptos. 
     
Enquanto eles se guiam pela razão, pela esperteza e pela velhacaria, nós nos guiamos pelas emoções e ansiamos pela ajuda e proteção paternalista dos que se arvora em heróis e salvadores da pátria, nos esquecendo de que heróis e salvadores da pátria não existem, são apenas ilusões, todos nós sem exceção somos seres humanos com virtudes e defeitos. 
   
Barbosa como bom ator saiu de cena no auge da fama, o “justiceiro” teve o apoio da mídia, dos outros ministros, de parcelas do poder político e econômico do país, sendo protagonista e ator principal do maior reality show do Brasil. 
      
Enquanto o “justiceiro” Barbosa foi útil, ele teve todo o apoio e os holofotes de que necessitava, no entanto com o fim do mensalão, Barbosa deixou de ser útil àqueles que o apoiavam e passou a ser motivo de constrangimento a seus pares e a representar uma ameaça à segurança jurídica do país. 
     
Barbosa também sai de cena antes que passe a representar uma séria ameaça aos interesses e conveniências das próprias forças que o apoiavam. Com o fim do mensalão Barbosa deixou de ser útil, ainda mais que outros mensalões passarão a ser “julgados” no STF. 

A partir de agora um julgamento rigoroso de "outros" mensalões não mais interessa às forças que apoiavam Barbosa, e a atuação midiática do paladino da justiça não é mais conveniente. Barbosa agora é visto como ameaça aos que o apoiavam. Agora Barbosa é lamentado em público pelos seus órfãos, que secretamente suspiram de alívio, afinal quem tem rabo de palha tem medo de fogo, nunca se sabe, não é incomum a criatura se voltar contra seus criadores. 
                
A justiça cega, severa e intransigente com o erro representada por Barbosa não mais interessa, a missão foi cumprida, e está na hora de tudo voltar ao "normal". O STF precisa deixar de ser uma ameaça à elite política e econômica do Brasil, os bois de piranha já foram sacrificados, os predadores estão saciados e distraídos, e o RESTO da tropa de políticos corruptos já pode atravessar e seguir em paz.
            
Tendo em vista os outros mensalões a serem julgados pelo STF, Barbosa sabe que sua aura de justiceiro não poderia ser mantida e se sustentar por muito mais tempo, assim optou por uma saída estratégica e "honrosa". 

A passagem de Barbosa pelo STF foi muito positiva, não tanto pelos seus atos e atuação como presidente do STF, mas por ter "humanizado" a Suprema Corte, mostrando que o STF é composto por seres humanos com todas as suas falhas e virtudes, aliás, mais falhas que virtudes. 
         
Barbosa representa o ideal de justiça que os brasileiros sonham, a utopia de uma justiça isenta e eficiente, em que a Lei é igual para todos, e todos são iguais perante a Lei.
    
Eu chego até a admirar e sou obrigado a reconhecer a grande inteligência dos poderes, ocultos ou não, que direta e indiretamente governam este país, realmente eles são grandes estrategistas e conduzem o povo como se fôssemos gado.
             
Maquiavel se vivo fosse, ficaria deveras impressionado com as estratégias e com o poder de manipulação da opinião pública da elite política e econômica deste país.
       
É o que diz o velho ditado: Em terra de cego quem tem um olho é rei...
      
Equipe Folha.

              

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