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domingo, 28 de setembro de 2014

Divulgação de pesquisa ilegal rende multa de dois milhões à ORM

Divulgação ilegal rende multa de R$ 2 mi às ORM
         
Após divulgar de forma ilegal pesquisa do Ibope neste domingo (28), não somente o jornal O Liberal como também o Portal ORM, apoiadores da campanha de Simão Jatene (PSDB) ao governo, terão que pagar multa de R$1 milhão, cada um. A decisão foi tomada na última sexta-feira (26), pelo juiz eleitoral Marco Antonio Lobo Castelo Branco.
                
Como já havia sido antecipado pelo Diário do Pará, o juiz eleitoral já questionara a validade e procedência da pesquisa, afirmando que “É a boa-fé do eleitor que está em jogo e isto é de fundamental importância no processo democrático. Em pesquisa anterior, noticiam os autos, há incongruência na coleta de dados. Tal fato está sendo apurado na esfera competente”. Como se vê, para a Justiça Eleitoral, a pesquisa do Ibope tem fortes sinais de fraude e por isso não deveria ter sido publicada.
        
Para agravar a situação, além publicar o conteúdo duvidoso e antecipar a edição de domingo (fazendo o fechamento da edição na sexta-feira, prática incomum às redações), o jornal O Liberal surpreendeu ao desrespeitar a decisão, protocolada também sexta-feira pela advogada Angela Serra Sales. A advogada pediu a impugnação do registro da pesquisa do Ibope para impedir divulgação dos resultados com claros indícios de fraude.
        
No parecer contra a publicação dos dados, o juiz Marco Antonio Lobo Castelo Branco, também em tom de desabafo, declarou que "Não me lembro na história deste Tribunal que uma decisão tenha sido tão solenemente ignorada por um envolvido. O Jornal que divulgou a publicação poderia ter tentado um recurso, um pedido de reconsideração, mas não, preferiu o confronto, preferiu rasgar a Constituição deste país e fazer de conta que o Judiciário não existe”.
        
A afronta das ORM vai além da esfera judicial: desrespeitando a decisão da esfera competente para julgar e analisar o caso, também duvida da inteligência da população que recebeu uma pesquisa duvidosa e que não deveria ter sido publicada.
       
Não é a primeira vez que uma pesquisa duvidosa, sem procedência e métodos claros e corretos é apresentada pelo Ibope por pedido da ORM. Em 2008, a candidata Valéria Pires Franco, que nem ao menos chegou ao segundo turno do pleito daquele ano, era apontada com a líder na corrida pela prefeitura de Belém, em uma das pesquisas mais fraudulentas já apresentadas no Pará.
         
Fonte Diário do Pará.
             

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