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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nepotismo na Sead

Do Blog da Franssinete


Vejam só: a primeira medida da Secretária de Estado de Administração, Alice Viana Soares Monteiro, foi nomear seu marido, Adelino Carvalho Monteiro, para responder pela Diretoria de Gestão da Política de Saúde Ocupacional do Servidor da SEAD, a contar de 04.01.2011.

Um atento leitor fez a denúncia aqui no blog, na caixa de comentários do post Paralisia institucional.

Pois agora vejam a pérola produzida pela Secretaria de Estado Comunicação, em resposta: 

“O servidor Adelino Carvalho Monteiro, Psicólogo e Economista, é servidor de carreira da SEAD e assumiu a Diretoria de Gestão da Política de Saúde Ocupacional do Servidor – DSO - sem nenhuma remuneração adicional, além do seu vencimento como servidor da referida Secretaria. Essa medida, de aproveitar os quadros técnicos das Secretarias neste momento, vem na direção das deliberações do Governador Simão Jatene em conter custos e fazer o Estado andar.

Grato

Secom-Governo do Pará”

Outro comentarista de imediato postou:

“Súmula Vinculante N° 13 do Supremo Tribunal Federal (Nepotismo)

Veja o que diz a Súmula.

“A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta, em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”.

Ora, não é preciso ser especialista para perceber que os princípios da moralidade, da impessoalidade e da eficiência no serviço público foram jogados às favas pela distinta secretária.

O artigo 37, inciso V, da Constituição da República, dispõe que o governante poderá escolher qualquer um para exercer cargo em comissão. O escolhido não precisa necessariamente comungar dos mesmos pensamentos da autoridade nomeante. Basta que goze da confiança do governante ou dos seus agentes políticos. Assim, a função pode ser exercida, em tese, por um enorme número de pessoas, sem que cause prejuízo ao governo.

Mas a titular da SEAD entende que só o seu marido está apto a tal exercício. Os demais servidores não servem.

Por constantes abusos tais como esse foi que o STF já decidiu há tempos que a nomeação de algum parente para cargo em comissão configura nepotismo e fere a Constituição.

O conceito jurídico de nepotismo remete à apropriação do espaço público por quem exerce poder sobre ele, em seu próprio benefício patrimonial, pela nomeação de cônjuge, companheiro ou parente, para o exercício de cargo em comissão, declarado em lei de livre nomeação e exoneração, ou função gratificada.

Também é inadmissível que uma secretária de Estado de Administração desconheça ser vedada a prestação de serviços gratuitos.

A PGE bem que poderia orientá-la – e à Secom também – acerca da quantidade de ações indenizatórias ajuizadas por servidores que exerceram atribuições típicas de cargos em comissão, função comissionada, sem a devida retribuição, para órgãos ou instituições públicas. E do imenso prejuízo ao Erário, além do significado (a)amoral do nepotismo.

Pela nota oficial da Secom, o governador Simão Jatene é que teria dado tal linha de atuação. Atrevo-me a não acreditar que tenha partido dele tal afronta ao povo do Pará. Jatene mandou a máquina andar. E não presentear.
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Nota do Folha - Ainda não caiu a ficha para os velhos políticos que hoje a sociedade está mais fiscalizadora e mas crítica. Ainda não entenderam que com a Internet e os Blogs ficou mais difícil manter velhos hábitos, entre eles o nepotismo.

É sabido e notório que no mandato anterior o Governador Jatene colocou praticamente toda a sua família na folha de pagamento do Estado.

Sem dúvida alguma o nepotismo é um dos vícios mais difíceis de ser abandonado pelos velhos e viciados políticos, principalmente no Pará.

Não cansamos de repetir que a única forma de moralizar este país é a participação e a fiscalização da sociedade sobre os governos.

ISSO É UMA VERGONHA!!!

Um comentário:

  1. essa secretaria deveria ser exonerada, pois basta olhar o diario oficial do estado que está lá a dita gratificação que ela alega que ele não receberia. so o exonerou porque descobriram a armação. o governador não deveria compactuar com essa picaretagem. já me arrependi de votar nele, pensei que iria acabar essa bandalheira de indicação de parentes. cuidado jatene olha o que aconteceu com a ana julia.

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