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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O reinado dos assassinos sobre duas rodas

Maior oferta de crédito, formas de pagamento que se adaptam ao bolso do consumidor e entrada de novas marcas e modelos no mercado. Esses são fatores que explicam o aquecimento no setor duas rodas brasileiro registrado em 2010. 

Nunca se produziu e vendeu tantas motos no país. Segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), ao longo do ano passado foram produzidas 1.830.575 motocicletas, 19% a mais que em 2009, quando foram fabricadas 1.539.473 motos. As vendas no varejo aumentaram em 15%: 1.818.049 unidades foram vendidas em 2010, ante 1.579.197 em 2009.

Veículo ágil para escapar de engarrafamentos, leve para cruzar atoleiros, as motos são sinônimo de praticidade e economia para quem as utiliza a trabalho ou a lazer. No entanto, na Região Metropolitana de Belém, a praticidade do transporte sobre duas rodas tem se configurado como um desafio às autoridades de segurança: são cada vez mais comuns os assassinatos praticados por pistoleiros em motos.

Em diferentes bairros da Região Metropolitana, os relatos de homicídios são muito semelhantes, quase sempre com a presença macabra de dois algozes, que chegam e fogem dos locais das execuções, valendo-se da agilidade das motos, geralmente com os rostos cobertos por capacetes.

Só esse ano, pelo menos treze execuções tiveram a participação de motoqueiros em Belém, Ananindeua, Marituba e Benevides. O primeiro caso ocorreu na noite do último dia 4, uma terça-feira, em Benevides. Por volta de 21h, o pedreiro Júlio Cesar Costa de Brito, 32 anos, retornava para casa de bicicleta, trazendo a esposa na garupa.

Na rua João Maria, bairro Marrocos, Júlio Cesar foi cercado por motoqueiros: o carona disparou quatro vezes, matando o pedreiro instantaneamente. (Diário do Pará)

Um comentário:

  1. Não podemos estereotipar os motoqueiros de assassinos, pois se trata de um veículo prático onde a segurança depende apenas do condutor. Eu possuo uma moto e não me considero assassino. Assim como assassinos fazem uso da moto para cometerem seus delitos, sobre o mesmos veículos os policiais motoqueiros combatem.
    As palavras precisam ser melhor colocados.

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